Jack e a mecânica do coração

Meu leitores…

Ai…ai…

Passei a tarde pensando em que postar, pois esses dias não consegui finalizar leitura alguma. Então, me peguei assistindo a uma animação que caiu como uma luva para o registro de hoje: “Jack e a mecânica do coração”. Além de ser um lindo filme, sua história foi baseada no livro “A mecânica do coração”, de Mathias Malzieu (que faz a voz de Jack no áudio original).

Sinopse: O pequeno Jack nasce na noite mais fria do mundo e seu frágil coração está irremediavelmente congelado. Salvo pelas mãos de uma experiente parteira, ele é submetido a uma operação de emergência. Seu órgão é substituído por um relógio de madeira, um pequeno cuco que o ajudará a manter o ritmo das batidas e a bombear o sangue normalmente. A delicada prótese garantirá que Jack leve uma vida igual à de todos os outros garotos. Ou quase igual. Jack sabe que não pode se expor às sensações comuns, como a raiva e o desespero, a frustração e o amor. O menor sinal deste último sentimento pode fazer com que o pleno funcionamento de Jack entre em colapso.

Como sempre digo, sou suspeita para falar desse gênero de filme, pois é uma de minhas paixões, mas Jack e a mecânica do coração me fisgou por completo, por sua graciosidade, poesia, beleza, inspiração… Fiquei vidrada diante da tela da tevê, encantada com a sensação de estar lendo uma história ilustrada em movimento. Engraçado, não é mesmo?! Porém foi assim mesmo que me senti e eu adorei cada minuto que viajei ali.

Jack vive protegido pela Dr.ª Madeleine, a parteira que lhe trouxe à vida, até os 10 anos, quando pede a ela que o leve para conhecer a cidade. Ela lhe dá três conselhos para que seu coração não pare de funcionar, e um deles é o de não se apaixonar, pois isso o levaria à morte. E não é que, atraído pelo som de uma música, ele conhece Acácia, uma linda garota que não enxerga direito sem óculos, e por ela o seu coração de relógio acelera? Esse encontro dos dois é tão marcante, que um leva o outro nos pensamentos até a chegada de seus 14 anos, quando se encontram novamente em Andaluzia, uma cidade da Espanha, onde revivem o sentimento que os moveu no início. Porém, vejam bem, nem tudo são flores, e, é claro, que há forças que tentam impedir esse amor entre jovens.

Quero destacar duas coisas na animação que dão um toque especial à toda essa magia: a trilha sonora, a qual achei muito bacana, e as cenas dos filminhos produzidos por Georges Méliès (uma clara referência ao cinema), amigo que Jack ganha no trem a caminho de onde está a amada.

Para terminar, quero deixar um recadinho: como umas histórias que há por aí, Jack e a mecânica do coração é pura fantasia e é preciso embarcar nela sem se atentar para possíveis incoerências que surjam no decorrer da animação. Por isso, imagine-se lendo uma poesia que traz nas entrelinhas as “verdades” que buscamos nela. Assim vale a pena!

Ah! Dá uma olhadinha no trailer para se inspirar a assistir também…

E por aqui eu fico, gente!

Um super abraço!

 Assinatura blog.fw

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Animação: Mary e Max – uma amizade diferente

E aí, meus caros leitores?!

Enfim a noite de sexta-feira deu o ar de sua graça!

Aqui em Belo Horizonte o tempo está de nublado a chuvoso, bom para ler um bom livro deitadinho no sofá ou assistir a um filme bem bacana. Por isso, gostaria de abrir um espaço hoje para indicar uma animação que vi faz algum tempo e que me peguei relembrando ontem ao mexer nos meus vídeos no Youtube. Trata-se de Mary e Max – uma amizade diferente (assista ao trailer), escrita e dirigida por Adam Elliot. O filme feito com massinha de modelar e baseado em fatos reais narra a amizade entre uma menina australiana de 8 anos e um novaiorquino de 44…

Sinopse: Mary Daisy Dinkle (Toni Collette) é uma menina solitária de oito anos, que vive em Melbourne, na Austrália. Max Jerry Horovitz (Philip Seymour Hoffman) tem 44 anos e vive em Nova York. Obeso e também solitário, ele tem Síndrome de Asperger. Mesmo com tamanha distância e a diferença de idade existente entre eles, Mary e Max desenvolvem uma forte amizade, que transcorre de acordo com os altos e baixos da vida.

Antes que se faça valer os paradigmas em torno das animações, Mary e Max com certeza não foi produzido pensando nas crianças. É um filme para nós, adultos, pois o desenrolar da história, ao invés de arrancar boas gargalhadas, nos mostra a triste vida de pessoas solitárias e maltratadas pelas tribulações por que passam. Uma ótima oportunidade para refletirmos sobre nossa condição humana. 

É claro que não vou contar o que acontece, pois vale a pena ver o filme e descobrir por si só todas as surpresas que ele nos reserva, mas faço questão de ressaltar que, do início ao fim, grudei-me na história tomada pelo encanto, por ser terna apesar da dureza, e pela emoção que ela nos passa em cada cena. 
Amei de montão.fw

E estou torcendo para vocês gostarem também.

Abraços e um ótimo fim de semana!

 

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