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Preconceito literário

Minha gente,

Dias atrás eu resolvi assistir a um vídeo sobre livros lidos de uma youtuber e, juro, consegui me sentir uma ameba diante das leituras que ela havia feito. Kkkkk Pensei comigo: “Mulher! Veja bem o que essa pessoa lê.” E fiquei de boca aberta ali na frente da tela do computador processando aquilo. Somente clássicos e calhamaços dignos que reluziam em suas mãos provocando em mim uma certa vergonha por ter em minha lista de leitura livros tão mais simples cujas narrativas nem chegam aos pés daqueles.

Bom… Fiquei bastante inquieta com esse repentino peso na consciência, querendo reparar de qualquer jeito minha falha enquanto leitora de não privilegiar tão nobres obras assim como a colega. Ainda bem que vale o ditado “nada como um dia após o outro”, pois pude recuperar a minha razão antes de sair por aí adquirindo um monte de livro que ficaria encostado na prateleira esperando a sua vez só porque eu não queria me sentir uma leitora de Chick Lit (a chamada literatura de mulherzinha). É claro que não leio apenas esse tipo de livro, assim como é óbvio também que eu leio clássicos e outros títulos considerados top de linha, mas se eu estou numa fase, por exemplo, de ler somente romancinhos água com açúcar, qual é o problema disso? Quando se trata de entretenimento, o que vale é o que me diverte, o que me comove, o que me apaixona… Vale também o que me tira deste mundo e me leva a outros lugares para viver novas histórias. Vale para suprir a falta de uma companhia ou para aliviar aquele peso nas costas que às vezes a vida nos traz. Vale e valerá sempre de acordo com o que cada um tem como objetivo em sua caminhada literária. Já contei aqui que essa minha paixão pela leitura e pela escrita vem do tempo em que eu lia os romances de banca Júlia, Sabrina e Bianca. Por meio deles foi que descobri esse vasto universo de possibilidades a que hoje tenho acesso. Graças a Deus, viu, pois como sou feliz em minha relação com os livros! 😀

Então, o pensamento para este dia é que sejamos sempre livres para fazer a leitura que quisermos, sem nos sentirmos uma ameba ou qualquer outra coisa parecida! rsrsrs

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Ótimas leituras a todos!

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25 de Julho: Dia do Escritor

Estimados leitores!

Que saudade eu estava do “meu querido blog”! Antigamente seria “meu querido diário”, como escrevi tantas vezes na minha adolescência em agendas que ganhava do povo. Eu ainda conservo dois desses, porque é um registro bacana de como eram os “blogs” do passado. A diferença é que antes fazíamos de tudo para ninguém ler o que estava escrito naquelas páginas. Hoje, as escancaramos para o mundo todo e com a maior satisfação. rsrsrs

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Fonte

Mas como eu estava dizendo, senti falta do meu cantinho aqui. Dei-me um descanso de certas tarefas do dia-a-dia e emendei com uma parte das férias do trabalho para repousar a mente. Então, aproveitei esta data para retornar ao Com licença, eu vou ler porque é um dia especial, é o Dia do Escritor. O que seria de nós, leitores, sem esse profissional que nos permite ampliar nossos mundos e a viajar infinitamente? Existiria um vazio em nossa vida, concordam?

Escritora

Sempre dizia que um dos meus sonhos era ser escritora porque eu amo escrever. O engraçado disto é que, consultando dicionários, a palavra “escritor” faz referência não apenas “ao autor de livros publicados”, mas, também “àquele que exerce o ato de escrever” pura e simplesmente, coisa que pratico desde os meus dez anos. Opa! Felicidade pura foi chegar a esta constatação, pois a partir disso passei me considerar, de fato, uma escritora, deixando de lado o sonho, os desejos, a vontade angustiante de revelar o que sinto a leitores que por ventura se interessem pelo que digo. E mesmo que ninguém leia (o que é o extremo do pessimismo de minha parte) sempre me dou por satisfeita, pois o que vale mesmo é a intenção.

Outra coisa que me fascina no ato de escrever é fazê-lo no papel, deslizando a caneta por folhas, vendo as linhas sendo ocupadas, como se ganhassem vida. Como eu gosto disso, gente! Para mim é uma ótima terapia para acalmar a mente e um excelente recurso para organizar as ideias. Inclusive, aconselho a prática a todos que apreciam esta arte.

Voltando aos homenageados do dia, aproveito o post de hoje, 25 de julho, para parabenizar todos os escritores deste mundão de Deus, sejam conhecidos ou não, por deixarem registros que levam ao homem conhecimento, notícia, aventura, romance, poesia, diversão e tantas outras viagens que possam ser possíveis. Pelo menos na minha vida vocês são essenciais! ❤

E para vocês, meus leitores, um abração cheio de saudade! 😀

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Qual a desvantagem de uma resenha crítica?

Estimados leitores,

Há tempos que estou com vontade de falar sobre as resenhas críticas. Sei que aparentemente não há contestação quanto ao papel desse tipo de texto, que costuma, por exemplo, nos orientar na escolha de livros para leitura, mas gostaria, no entanto, de fazer uma ressalva sobre elas, desejo esse que surgiu uma vez em que quase desisti de um livro após ler uma resenha super agressiva falando mal da obra. Há de se ter discernimento para a leitura dessas “fofuras” para não nos deixarmos levar somente pela opinião do outro e, consequentemente, nos privar de conhecer histórias (ou outros assuntos) que podem marcar nossa trajetória como leitores.

Resenha

Já que estou falando sobre, somente para nos situar, vamos ver uma definição simples do que é uma resenha crítica.

Resenha-crítica é um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica. Leia mais…

Com base nessa definição, podemos perceber que o objetivo principal da resenha é levar ao leitor informações sobre uma obra junto a uma crítica feita por quem a está escrevendo, podendo ser essa uma crítica positiva e/ou negativa, o que dependerá do ponto de vista da pessoa que estudou/leu a obra. Então, hoje é muito comum encontrarmos espalhadas por aí resenhas sobre livros diversos, escritas pelos mais variados leitores. Basta pesquisarmos na internet para vermos a gama delas, inclusive em vídeos.

Mas, por que estou falando sobre isso? Às vezes, quando estou escolhendo livros para ler, considero alguns requisitos básicos para bater o martelo: capa do livro, título da obra, sinopse e avaliações feitas por outros leitores, as conhecidas estrelinhas. Uai! E as resenhas? Eu não recorro a elas? Sim! Recorro a elas também, já disso isso aqui no blog, porém faço uso desse recurso com restrições, pois uma resenha crítica pode me fazer desejar ler um livro com expectativas no mais alto nível, como pode me fazer querer passar bem longe de algum outro. Em ambos os casos posso sair perdendo de alguma forma, afinal o que me fez olhar com paixão ou desprezo para uma determinada obra foi o olhar do outro e não o meu, ou seja, antecipadamente eu faço da opinião do resenhista a minha sem sequer ter tocado o livro.

No post “Há alguma fórmula para se gostar de ler?” falo um pouco sobre essa questão de sermos influenciados pela opinião do outro ou por modinhas, ficando sujeitos a leituras que muitas vezes nem estamos a fim de fazer ou deixando de ler um livro cuja sinopse mexeu com a gente, mas o povo fala mal dele. E é nesse ponto que eu queria chegar. Se vocês desejam muito ler um livro ou se não sentem vontade alguma, não usem resenhas ou outros tipos de críticas como termômetros para a decisão final. Em todo caso, arrisquem-se sempre. Pelo menos assim vocês podem:

  1. Amar o livro que muitos não gostaram e fazer a sua resenha declarando isso.
  2. Não gostar também do livro que muitos não gostaram e comentar isso nas resenhas deles.
  3. Permitir-se, por desejo próprio, ler depois aquele livro que todos aclamaram, mas pelo qual você não se interessou na época, e assim gostar ou não dele.
  4. Ganhar experiência como leitor, conhecendo novos estilos e reafirmando seus gostos.
  5. Acima de tudo, satisfazer a si mesmo.

Resumindo, sejamos sempre imparciais ao lermos resenhas sobre livros que estão na nossa lista de desejados. Lembrem-se de que gosto cada um tem o seu, por isso não se prive daquilo que o outro não gosta.

E uma última consideração para hoje: depois de terminado um livro, aí sim é legal ler resenhas para compararmos nossa opinião com a dos outros, achar algum detalhe que passou despercebido por nós, apontarmos algum detalhe que passou despercebido por eles, rirmos de algum comentário sobre a obra com o qual nos identificamos e, por fim, compartilharmos nosso entusiasmo ou nossa frustração nos comentários como se estivéssemos batendo papo com amigos na sala de casa.

Que todos continuem fazendo ótimas leituras!

Um abraço e bye, bye.

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Uma bibliotecária muito maluquinha…

“Sabe, a professora hoje pediu que a gente fizesse uma redação sobre a importância da leitura. Eu detesto redigir textos, mas tive uma ideia para escrever a minha que até me deixou animado. Eu pensei em histórias, em livros, em biblioteca e cheguei, então, na bibliotecária que trabalhava na minha escola. Nossa! Ela era muito divertida e quando o sinal batia para a merenda, a gente corria para lá, porque era o lugar mais aconchegante pra ficar durante o recreio. Ia aquela renca e todos formavam uma fila pra abraçá-la e beijá-la. Ela abria então aquele sorrisão pra gente e retribuía o nosso carinho. Lembro direitinho… Aí a gente assentava em volta dela. Uns ficavam em pé, mas não se queixavam, e o papo rolava tranquilo. A bibliotecária, então, fazia a grande pergunta: ‘Vocês querem ouvir uma história?’ Todo mundo se agitava e falava ‘Conta! Conta! Conta!’ Então ela pedia calma e começava a história, ‘Era uma vez…’

As histórias eram curtinhas, mas deliciosas. Às vezes, contava as dos livros, outras, inventava na hora mesmo, mas, o mais engraçado, eram as caras e bocas que ela fazia como encenação. Posso dizer que eram ótimas e arrancavam gargalhadas de todos que a ouviam, até mesmo dos meninos mais sérios. Só era chato, quando o sinal batia e ela estava no meio de uma narrativa super empolgante. A gente voltava pra sala, tudo com cara de bundão por não poder saber o final da história. Ainda bem que depois ela contava qual era o desfecho e matava a curiosidade dos mais interessados como eu.

Qual a importância disso tudo? Cada turma tinha o seu horário marcado na semana pra ir até a biblioteca pegar ou trocar livros. Todo mundo ia quente nas histórias que ela contava. Tudo isso porque a gente queria ler os livros tocando neles, olhando as imagens de pertinho, relendo as partes bacanas e que nos emocionavam mais. E não ficava um sem pegar uma historinha para levar para casa. Claro que sempre tem aqueles que pegam por pegar, não cuidam dos livros e fazem pouco caso da leitura, mas a maioria sabia que ler tem sua importância e levava a coisa a sério.

Como na história do Ziraldo, a bibliotecária muito maluquinha, um dia, não foi mais trabalhar. Não que ela tenha fugido com o namorado (rsrs) ou sido demitida porque não gostavam do trabalho dela. Pelo contrário, todos a queriam lá. Só que ela desejou contar suas histórias em outros lugares também e por isso se foi… Ah, que saudades dela!

Bom, é melhor eu começar a escrever minha redação. Por onde começar? Hum… Já sei!

Em minha escola trabalhava uma bibliotecária que nos mostrou como a leitura é importante em nossas vidas e, o que é melhor, nos fez descobrir, também, o prazer que existe nela…

Por Andréa Campos

Minha homenagem a esses profissionais que cuidam com muito amor desse mundo de livros, conhecimento, histórias e fantasia: os BIBLIOTECÁRIOS!

Parabéns a todos por seu dia!

Um forte abraço!

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Meus fofíssimos leitores,

Sou apaixonada por literatura infantil! Essa paixão surgiu quando trabalhei em biblioteca escolar junto com os baixinhos, entre 2001 e 2008. Se bobear, eu curtia mais as histórias do que a meninada, e, quando chegava uma caixa de livros novos, meus dedos coçavam para abri-la logo e ver as novidades. Realmente eram momentos prazerosos para mim.

Então, de vez em quando dou uma pesquisada sobre o assunto na net e hoje achei um artigo da colunista Cristiane Rogério, da Crescer, que resume um pouco desse sentimento meu pelos livrinhos infantis e também pelos meus livrões, é claro! rsrsrs

Se você não estiver com pressa, leia-o.

LIVROS QUE PUXAM OUTRAS HISTÓRIAS

“Ler um livro é mesmo como puxar um novelo de lã. Mas eu penso mais como um novelo de lã que está amarrado a outro novelo, de outra cor, que por sua vez está enganchado em outro, e em outro, até ir nesse embalo para sempre.

Uma história puxa outra. A gente lê uma frase e lembra de outra em outro livro. Ou lembra de um livro do mesmo escritor ou ilustrador. E corre para a estante, doido de vontade de rir de novo ou emocionar-se com a releitura. É como ouvir uma boa música no rádio: você é pego pela memória que transporta você a outro momento da vida, ótimo para mergulhar na lembrança. Acontece comigo o tempo todo. E isso só é possível por termos referências. E as referências só ocorrem quando temos oportunidades.

Tive esta reflexão lendo o A Cicatriz, o novo livro do escritor Ilan Brenman, ilustrado pela Ionit Zilberman e lançado pela Companhia das Letrinhas. Ilan conta a história de uma menina que levou um tombo, preciso ir ao hospital levar pontos e, claro, ganhou uma bela de uma cicatriz. Poderia ser apenas um relato de cotidiano, mas por meio da cicatriz a menina descobre que outras pessoas que ela conhece também carregam cicatrizes e, que – lembrem-se todos! – cicatrizes são o quê??? HISTÓRIAS!

A gente tem por cultura dar peso às palavras. Minha mãe, por exemplo, não me deixava pronunciar nem a palavra “maldita”, nem a “inveja”. Cicatriz é uma destas que têm um peso pelo significado que nos carrega, nos transmite. A filha de um amigo meu ao invés de dizer “cicatriz” dizia “cicatriste”! A palavra vem da dor. Mas a dor traz também a história, a maturidade, a experiência. O mais bonito desse livro é ver a menina indo atrás das histórias das cicatrizes das pessoas e dar valor a isso. Porque uma história puxa outra, que puxa sentimento, puxa referência, opinião, conversa. É para isso que livro está entre nós. Para ficarmos juntos, o mundo todo, por suas histórias.”

O livro a que ela se refere é este:

Para o caso de desejarem comprar de presente para seus filhos, sobrinhos, netos ou até para você mesmo. E por que não?!

Uma beijoca!

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Uma história que puxa a outra…

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Ler é um santo remédio!

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Leitores do coração,

Falei no meu primeiro post deste blog que ler é sempre um ótimo remédio. Isto é tão verdade que há alguns anos tive um problema de saúde ocasionado por estresse de trabalho, e quando fui levar os exames para o médico cardiologista olhar, ele me receitou a leitura de um livro. Sim, ele me prescreveu o livro “Vivendo, amando e aprendendo”, do autor Leo Buscaglia, e assim o fiz: comprei o livro e o li absorvendo bem o que ele tinha para me ensinar. Foi nessa época que eu iniciei uma fase de livros de autoajuda. Li muitos que estavam na moda, descobri autores superbacanas dos quais me tornei fã e usei vários ensinamentos em minha vida pessoal e no trabalho. Um livro, no entanto, tornou-se especial para mim que foi “Enquanto o amor não vem”, de Iyanla Vanzant. Sua leitura foi realmente um bálsamo para a minha alma, pois me ajudou a ver que eu realmente precisava cuidar de mim primeiro para depois investir tempo em tantas outras coisas na vida.

Hoje não recorro mais tanto a esses livros como antigamente. De vez em quando leio algo que possa me auxiliar de alguma forma, porém eles ficaram um pouco esquecidos na estante. Culpa dos livros de romances que me enlaçaram de tal forma que esse passatempo virou mesmo foi uma paixão, e o mais interessante, uma paixão que cura. Cada história que lemos tem poder curativo. Já pararam para pensar nisto? Aquele dia em que estamos tristes ou angustiados, em que pegamos um livro na prateleira e começamos a lê-lo despretensiosamente e, quando percebemos, já estamos no meio da história, doidos para saber qual será o seu desfecho. Ao findar a leitura, ficamos ali extasiados, sentindo a narrativa ainda correndo pelas nossas veias da alma, tão agradecidos por aquelas horas de prazer, que a sensação que temos é de como se tivessem nos ministrando algumas doses de calmantes que, então, surtem efeito. É claro que há leituras não tão prazerosas, afinal, toda regra tem sua exceção. É um dos percalços da vida de um leitor, tema para um outro post. No momento, nos basta a certeza de que ter a leitura como costume traz muitos benefícios para nós e vale a pena nos atentarmos à eles.

Alguns benefícios da leitura:
  • exercita nossa mente e estimula a memória;
  • proporciona conhecimento e informação;
  • melhora a habilidade para a escrita;
  • melhora a concentração e o foco;
  • enriquece o vocabulário;
  • estimula a reflexão;
  • desenvolve a criatividade;
  • reduz o estresse;
  • dá asas à imaginação;
  • pode elevar a nossa autoestima;
  • aprimora nossa empatia;
  • nos torna mais ricos culturalmente e menos preconceituosos;
  • previne Alzheimer e demência;
  • ajuda a dormir melhor.

E para fechar, tirem um tempinho depois (ou agora, se puderem) e leiam sobre a BIBLIOTERAPIA, técnica que auxilia no tratamento de doenças diversas usando a leitura. Bacana demais!

Um abração!

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Opinião: A mulher que roubou a minha vida

Sinopse: Um dia, andando de carro em meio ao tráfego pesado de Dublin, Stella Sweeney, mãe e esposa dedicada, resolve fazer uma boa ação. O acidente de carro que resulta disso muda sua vida. Porque ela conhece um homem que lhe pede o número do seu celular para o seguro, plantando a semente de algo que levará Stella muitos quilômetros para longe de sua antiga rotina, transformando-a em uma superestrela e também, nesse processo, virando a sua vida e a de sua família de cabeça para baixo. Em seu novo e divertido romance, Marian Keyes narra a história de uma mudança de vida. É tudo muito bom quando se passa de um cotidiano banal para dias cheios de eventos glamorosos — mas, quando essa vida de sonhos é ameaçada, pode-se (ou deve-se) voltar a ser a pessoa que se costumava ser?

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Lembro-me bem quando li o primeiro livro de Marian Keyes, Melancia, e o tanto que me diverti com suas personagens tão loucas e seus conflitos.

Passadas outras onze histórias com personagens tão apaixonantes quanto a Claire, sua mãe e irmãs, eis que me encontrei novamente com Marian lendo A mulher que roubou a minha vida,  narrativa descontraída que tem como protagonista Stella Sweeney, uma esteticista de quarenta anos que sem querer vira autora de um livro de autoajuda, após passar meses em um leito de hospital, totalmente paralisada por causa de uma doença rara, a Síndrome de Guillain-Barré. Quem a ajuda nesse processo todo é o Dr. Mannix Taylor, neurologista quarentão, super dedicado à Stella durante seu tratamento, o mesmo que, coincidentemente, envolveu-se em um acidente de carro com ela no passado. A convivência harmoniosa dos dois no hospital leva-os a se apaixonarem platonicamente, mas, como ambos são casados e Stella tem dois filhos adolescentes, não há como revelar nem viver esse sentimento. Mannix, inclusive, é o responsável pela carreira relâmpago de escritora de Stella e por muitas mudanças que ocorrem na vida dela. O que acontece, então, só lendo mesmo para saber.

Por fim, gostei da história, de como ela veio dividida em seus capítulos e de ter me divertido com mais essa leitura de Marian Keys. Como sempre, aguardarei ansiosa por mais um de seus romances…

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Sobre o prazer de ler

Saudações, meus estimados leitores!

Aqui em Belo Horizonte há dias que chove praticamente sem parar, e nada é tão convidativo para uma leitura debaixo das cobertas do que um tempinho assim, não é mesmo? Adoro! Quando estou de férias, fica mais gostoso ainda.

Esses dias estou lendo “A mulher que roubou a minha vida“, último lançamento da Marian Keyes. Tenho todos os livros dela porque curto muito suas histórias. Elas apresentam personagens que parecem reais, muitos conflitos, tristezas, mas também aquela esperança, que faz parte de nossa vida, de que tudo vai melhorar. Então, pode até haver alguma de suas narrativas que não me faça tão feliz ao finalizar a leitura, porém sempre esperarei ansiosa pelo seu próximo trabalho.

Por que eu estou falando sobre isso? Li uma reportagem recente sobre a leitura como obrigação e a leitura por prazer. Não quero entrar no mérito sobre a diferença entre as duas. Não é este o meu foco. Quero só falar um pouco sobre a liberdade de podermos ler o que gostamos, independente do tipo de literatura que seja. Para nos divertir, para viajar, para nos fazer refletir sobre algo, para aprender alguma coisa, é importante buscarmos leituras que nos façam sentir prazer ao realizá-las. E eu faço isso. Quando se trata do meu bem-estar, corro atrás do que me enche de curiosidade e/ou desejo de ler. Por isso, o que todos encontrarão neste blog, se tratando de livros, são e serão sugestões de obras que de alguma forma me chamaram a atenção: a sinopse, uma resenha, classificação, o(a) autor(a) ou até mesmo a capa, por que não? E as minhas opiniões sobre elas são e serão simplesmente minhas opiniões, não a voz da razão. Além do mais, curto muito trocar ideias sobre histórias lidas, porque é bacana saber o que o outro sentiu ao ler o mesmo livro que eu.

E falando em curtir, e para fechar este post, fiz cinco etiquetas para identificar meu sentimento pelos livros lidos, quando for apresentá-los. Assim fica mais divertido.

Depois vou inventar mais moda…

Até mais!

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