Eu amo os livros!

Leitores do coração…

Achei tão lindinho que resolvi postar aqui. Está em espanhol, mas dá para captar a essência. 😉
Yo amo los libros:

Beijocas!

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Nossos direitos como leitores!

Estimados leitores!

Meu post de hoje vem inspirado nas minhas aulas de literatura da semana. Estou trabalhando com meus alunos “direitos dos leitores”, porque nós temos direitos também, não é mesmo? Além de levá-los a construírem seu próprios direitos por meio de conversas a respeito do tema, apresento a eles os Dez direitos do leitor, por Daniel Pennac, escritor francês, ganhador do prêmio Renaudot por Diário da Escola, livro que, diga-se de passagem, quero muito ler.

Curto demais essa “brincadeira”!

Direitos

Por quê?

Direito 1. Porque sempre defendo que a leitura não deve ser obrigatória, quando se trata de lazer. Ela tem de ser um ato prazeroso, espontâneo, que vamos descobrindo aos poucos. Mas há outros prazeres também. Ver um filme, assistir a uma peça teatral ou a um show, tomar um sorvete passeando na praça em um dia de sol…

Direito 2. Porque às vezes a leitura está chata, ou estamos doidos para saber logo o final da história e o(a) narrador(a) encheu muita linguiça, ou porque estamos procurando nossos poemas favoritos ou lendo uma crônica ou outra…

Direito 3. Porque tem livro que não “cola” na gente nem a gente nele, aí não dá. O melhor é deixá-lo um pouquinho de lado até o dia em que ele pode vir a se encaixar direitinho em nós.

Direito 4. Porque, se vemos um filme várias vezes, por que não poderíamos reler um livro tantas vezes quanto sentirmos vontade? Cada leitura são novas descobertas e novas emoções.

Direito 5. Porque não vale de jeito algum essa coisa de “preconceito literário”. Cada um lê o que tem vontade de ler, que o agrada e o faz feliz.

Direito 6. Porque o grande barato de ler um livro é entrar na história e viver o que ali está sendo contado, fugindo dessa nossa realidade estressante. Além de nos distrair, relaxa e pode até curar algumas dores da alma, como a solidão, a ansiedade e a angústia.

Direito 7. Porque só quem gosta de ler de verdade entende que, se pudéssemos, não largaríamos nossos livros para nada. rsrsrsrsrs

Direito 8. Porque acontece de estarmos à procura apenas de algumas palavras que farão a diferença em determinado momento de nossas vidas.

Direito 9. Porque assim a história entra mais gostosa em nossa mente. Eu adoro, quando estou sozinha, ler em voz alta.

Direito 10. Porque, vamos falar a verdade, às vezes a história é tão marcante que não temos nem palavras para contar o que lemos. Parece que ela fica paradinha aqui no peito, igual a aqueles nós na garganta que dão quando estamos com quem amamos.

E ainda acrescento mais um:

Direito 11. Virar a noite lendo aquela história que arrebatou minha atenção, não conseguindo deixá-la para depois. 😀

E vocês? Apagariam alguns dos direitos escritos por Pennac? E qual ou quais acrescentariam?

E, oh, façam valer sempre os seus direitos como leitores, ok?!

Abraços literários para todos!

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Recesso…

♫…Congela o tempo pr’eu ficar devagarinho
Com as coisas que eu gosto
E que eu sei que são efêmeras
E que passam perecíveis
Que acabam, se despedem,
Mas eu nunca me esqueço.
Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa
nessa parte do caminho…♫
 [Efêmera – Tulipa Ruiz]
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Animação: Mary e Max – uma amizade diferente

E aí, meus caros leitores?!

Enfim a noite de sexta-feira deu o ar de sua graça!

Aqui em Belo Horizonte o tempo está de nublado a chuvoso, bom para ler um bom livro deitadinho no sofá ou assistir a um filme bem bacana. Por isso, gostaria de abrir um espaço hoje para indicar uma animação que vi faz algum tempo e que me peguei relembrando ontem ao mexer nos meus vídeos no Youtube. Trata-se de Mary e Max – uma amizade diferente (assista ao trailer), escrita e dirigida por Adam Elliot. O filme feito com massinha de modelar e baseado em fatos reais narra a amizade entre uma menina australiana de 8 anos e um novaiorquino de 44…

Sinopse: Mary Daisy Dinkle (Toni Collette) é uma menina solitária de oito anos, que vive em Melbourne, na Austrália. Max Jerry Horovitz (Philip Seymour Hoffman) tem 44 anos e vive em Nova York. Obeso e também solitário, ele tem Síndrome de Asperger. Mesmo com tamanha distância e a diferença de idade existente entre eles, Mary e Max desenvolvem uma forte amizade, que transcorre de acordo com os altos e baixos da vida.

Antes que se faça valer os paradigmas em torno das animações, Mary e Max com certeza não foi produzido pensando nas crianças. É um filme para nós, adultos, pois o desenrolar da história, ao invés de arrancar boas gargalhadas, nos mostra a triste vida de pessoas solitárias e maltratadas pelas tribulações por que passam. Uma ótima oportunidade para refletirmos sobre nossa condição humana. 

É claro que não vou contar o que acontece, pois vale a pena ver o filme e descobrir por si só todas as surpresas que ele nos reserva, mas faço questão de ressaltar que, do início ao fim, grudei-me na história tomada pelo encanto, por ser terna apesar da dureza, e pela emoção que ela nos passa em cada cena. 
Amei de montão.fw

E estou torcendo para vocês gostarem também.

Abraços e um ótimo fim de semana!

 

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Projetinho literário para o fim de semana

Meus estimados leitores,

Não sei se alguns de vocês curtem registrar as leituras que fazem, como, por exemplo, escrevendo resenhas ou anotando em cadernos. Eu, depois que comecei este blog, passei a usá-lo para comentar os livros que leio, pois é uma forma de guardar minhas impressões sobre a história para relembrar posteriormente.

Para quem curte essas coisas e gosta de criatividade, há a sugestão de um projetinho que já usei muito com meus alunos que se chama Scrapbook Literário, na minha opinião, super fácil e gostoso de fazer.

Primeiramente, vamos definir o termo scrapbook, para quem não sabe do que se trata.

scrap.fw

é uma terminologia em inglês para definir um livro com recortes, é entretanto uma técnica de personalizar álbuns de fotografias ou agendas com recortes de fotos, convites, papel de balas e qualquer outro material que possa ser colado e guardado no interior de um livro.

O scrapbook, assim como a colagem, consiste também em atividade para a composição de memórias e recordações mediante o uso de fotografias. É um passatempo de decorar se aplica também a cartas, poemas, convites entre outros. Este hobby possui muitos adeptos. Só nos Estados Unidos se estima que existem mais de 25 milhões de entusiastas. (Fonte: Wikipédia)

Então, o scrapbook literário consiste em montar uma página com recortes que representem a história lida. Essa montagem pode ser feita digital ou artesanalmente, como os trabalhos abaixo.

Aqui nós temos trabalhos feitos há alguns anos por alunos do 8º ano do Ensino Fundamental.

 

E olhem que lindo o trabalho dessa blogueira! É preciso ter paciência para compor a página e conseguir um resultado bacana, mas vale a pena, não é mesmo?

Clica na imagem para conhecer o trabalho da Aline Salmon.

 

Agora, caso não tenham ânimo para fazer a montagem artesanalmente, podem fazê-la por meio digital, usando um programa específico ou até mesmo um editor de texto tipo Word. Eu costumo usar o Fireworks ou o PhotoScape. Essa página abaixo, por exemplo, do livro “Por lugares incríveis“, de Jennifer Niven,  eu montei no Fireworks. Cada um deve colocar no trabalho sua marca, suas emoções, o que ficou da leitura e se sentir satisfeito com o que produziu.

Por lugares incríveis.fw

 

Fica aí esta dica de projeto para o fim de semana. Além de nos entreter, serve como técnica de relaxamento também. 🙂

Aproveitem bastante o descanso!

Abração!

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Opinião: quatro livros quatro corações

Olá, meus leitores!

Resolvi continuar hoje com uma retrospectiva das minhas leituras de 2015. Depois de falar aqui sobre “Proibido“, de Tabitha Suzuma, listarei outros quatro livros que li ano passado dos quais gostei muito e que, por isso, ganharam quatro corações. Caso queiram ler as respectivas sinopses, basta clicar na imagem da obra para serem encaminhados para a página onde as encontrará.

Vamos então à listinha.

1. Quase casados, de Jane Costello – Editora Record.

QUASE_CASADOS_1405596846BAi, ai… Muito gostosinha essa história. Uma comédia romântica mega simples, mas que me prendeu do início ao fim. Sabe por quê? Porque a protagonista é ótima! Estabanada, é verdade, porém divertidíssima, talvez até por isso. O nome dela é Zoe, uma inglesa de Liverpool, terra dos The Beatles, que procura refúgio em Boston, EUA, para esquecer Jason, o noivo que a abandonou no dia do casamento. Lá ela refaz a vida trabalhando como babá de Ruby, Samuel e, de quebra, Ryan, um viúvo azedo e lindo, que abala suas estruturas já debilitadas. Ou será que ele a reestrutura? A resposta para essa pergunta foi a que eu procurei ao não desgrudar os olhos dessa narrativa que me fez dar boas gargalhadas.

Realmente gostei muito. Vale a pena para uma leitura descontraída, sem compromisso, naquele dia em que relaxar está no topo da nossa lista.

2. Um mais um, de Jojo Moyes – Editora Intrínseca.

UM_MAIS_UM_1421795276427081SK1421795276BUm, mais um livro de Jojo Moyes cuja leitura foi saborosa, viu?! Eu, quando gosto de uma história, não consigo parar de ler, doida para saber o desfecho, e com “Um mais um” foi assim.

Jess, uma mulher batalhadora, mãe coruja de duas peças raras, Nicky  (filho adotivo) e Tanzie, ambos de seu ex-marido Marty, e Ed, um gênio da computação que perde sua sociedade por deixar vazar dados importantes de um projeto, são dois desconhecidos que se juntam e vivem aventuras em uma viagem para a Escócia onde Tanzie participará de uma olimpíada da matemática. É claro que Jess e Ed acabam interessando-se um pelo outro na confusão toda, mas será que esse encontro ao acaso dará certo? Será que Tanzie consegue participar do concurso? E o que rola com o Nicky nisso tudo? Blá, blá, blá… a história vai rolando e nos prendendo para que tenhamos as respostas para as perguntas que vão surgindo, sem contar a torcida em que nos colocamos para que tudo, no fim das contas, acabe bem para todos.

3. O segredo do meu marido, de Liane Moriarty – Editora Intrínseca.

O_SEGREDO_DO_MEU_MARIDO_1391364762BNarrativa interessante esta. Não foi uma uma história que me marcou, confesso, mas eu gostei muito. Três mulheres cujas vidas se entrelaçam em torno de um grande segredo do marido de uma delas. No início me perdi um pouco na apresentação das histórias individuais, porém, com o desenrolar da trama, tudo vai se encaixando direitinho e a gente percebe como o passado desse homem interfere em suas vidas. E de fato, como li em alguma resenha, o título do livro nos engana, pois a primeira coisa que pensamos é em um caso extraconjugal ou algo assim. Só que não. Por isso vale o ditado “não julgue o livro pela capa”… e nem pelo título.

4. Anexos, de Rainbow Rowell – Editora Novo Século.

ANEXOS_1414715071BO que dizer de “Anexos”? No início achei a leitura um pouco estranha e custei a criar um ritmo gostoso para ela, mas aí, à medida que a história foi fluindo e que eu entendi melhor a proposta da autora, é claro que me entreguei para o livro.

A trajetória de Lincoln, Beth e Jennifer ao mesmo tempo que é engraçada é também sensível, cada um com o seu drama e suas descobertas. Eles trabalham na mesma empresa, um jornal onde Beth e Jennifer são colegas e amigas e trocam e-mails  para falarem de suas vidas sem se importarem se são vigiadas ou não, e Lincoln é justamente quem, à noite, monitora os e-mails de todos os funcionários para ver se há irregularidades. Para ele é uma tarefa que não lhe agrada muito, mas não consegue se desgrudar do computador quando se trata de mensagens das duas, pois ele passa a sentir um interesse por Beth ao conhecer sua história aos poucos através dos e-mails. Vale, então, deixar a ética de lado para viver uma paixão platônica? Será que Lincoln terá algum dia seu amor correspondido por Beth? Como será a reação dela ao saber que Lincoln tomava conta de sua vida de modo tão invasivo? As respostas seguem nos anexos. 😀

 E que todos tenham sempre ótimas leituras!

Abração!

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