Publicado em Opinião, Preconceito literário, Texto

Preconceito literário

Minha gente,

Dias atrás eu resolvi assistir a um vídeo sobre livros lidos de uma youtuber e, juro, consegui me sentir uma ameba diante das leituras que ela havia feito. Kkkkk Pensei comigo: “Mulher! Veja bem o que essa pessoa lê.” E fiquei de boca aberta ali na frente da tela do computador processando aquilo. Somente clássicos e calhamaços dignos que reluziam em suas mãos provocando em mim uma certa vergonha por ter em minha lista de leitura livros tão mais simples cujas narrativas nem chegam aos pés daqueles.

Bom… Fiquei bastante inquieta com esse repentino peso na consciência, querendo reparar de qualquer jeito minha falha enquanto leitora de não privilegiar tão nobres obras assim como a colega. Ainda bem que vale o ditado “nada como um dia após o outro”, pois pude recuperar a minha razão antes de sair por aí adquirindo um monte de livro que ficaria encostado na prateleira esperando a sua vez só porque eu não queria me sentir uma leitora de Chick Lit (a chamada literatura de mulherzinha). É claro que não leio apenas esse tipo de livro, assim como é óbvio também que eu leio clássicos e outros títulos considerados top de linha, mas se eu estou numa fase, por exemplo, de ler somente romancinhos água com açúcar, qual é o problema disso? Quando se trata de entretenimento, o que vale é o que me diverte, o que me comove, o que me apaixona… Vale também o que me tira deste mundo e me leva a outros lugares para viver novas histórias. Vale para suprir a falta de uma companhia ou para aliviar aquele peso nas costas que às vezes a vida nos traz. Vale e valerá sempre de acordo com o que cada um tem como objetivo em sua caminhada literária. Já contei aqui que essa minha paixão pela leitura e pela escrita vem do tempo em que eu lia os romances de banca Júlia, Sabrina e Bianca. Por meio deles foi que descobri esse vasto universo de possibilidades a que hoje tenho acesso. Graças a Deus, viu, pois como sou feliz em minha relação com os livros! 😀

Então, o pensamento para este dia é que sejamos sempre livres para fazer a leitura que quisermos, sem nos sentirmos uma ameba ou qualquer outra coisa parecida! rsrsrs

keep-calm-fw

Ótimas leituras a todos!

Assinatura blog.fw

Publicado em Bula Literária, Comédia-romântica, Diversão, Indicação, Leitura, Literatura brasileira, Livros, Opinião

Bula literária: Teoria do amor, de Halice FRS

Minha gente,

Há momentos que, confesso, adoro ler um romancinho água com açúcar, bem divertido e que não nos deixam desgrudar os olhos do livro. Por exemplo, Teoria do amor foi um deles. Há muito tempo queria lê-lo mas não encontrava o livro impresso para comprar. Então, deixei-o na lista de desejados até que, de posse de um e-reader, consegui colocar os olhos no bendito. Quando realizei, finalmente, a compra, eu havia lido duas histórias intensas seguidamente: Com amor, Anthony e Não conte a ninguém. Como eu gosto de dar um refresco para a mente e para o coração depois de leituras como essas, foi a vez de Teoria do amor entrar em cena.

Resultado de imagem para livro teoria do amor halice

Eu curti demais essa história, ok?! Esta frase sintetiza bem a minha opinião sobre ela. Como o livro tem partes da trama que precisam ser descobertas durante a leitura para que haja uma motivação maior para seguirmos em frente, resolvi falar um pouco sobre ele fazendo uma brincadeira. Já que ler é um santo remédio, fiz uma bula literária do Teoria do amor porque foi um livro que me alegrou bastante.

bula-literaria-teoria-do-amor-fw

Espero que curtam bastante a leitura do livro!

Abração!

Assinatura blog.fw

Publicado em e-book, E-reader, Leitura, Livros, Opinião

Livro impresso x Livro digital

Oi, oi!

Hoje acordei inspirada para falar sobre livro impresso X livro digital, isto porque passei uma boa parte de minha noite entretida com uma leitura em um e-reader. Puxa! Há pouco tempo nem me imaginava rendida a essa tecnologia mas a paixão pela leitura aliada a preços mais acessíveis de e-books me motivou a adquirir um leitor digital (optei primeiro pelo Kindle).

dsc03591

Bom, não vou dizer aqui que estou apaixonada por esse recurso nem que para mim dá no mesmo ler por ele ou pelo livro impresso, porque eu estaria mentindo. Porém, posso garantir que dá para levar numa boa a leitura em um aparelinho assim. O meu não tem luz na tela para leitura no escuro porque custa mais caro, mas também cansa menos a vista, e falo isso pois uso óculos e percebo a diferença entre ler em uma tela iluminada e em uma sem iluminação por um tempo maior que o aconselhável. A tela é antirreflexo, ou seja, podemos ler em qualquer lugar que esteja com luz, que não atrapalha. E, para passar as páginas, é só tocarmos levemente a tela. Simples assim.

Outro ponto a favor do e-reader é a praticidade na hora de transportar. É levinho e cabe no cantinho da bolsa ou da mochila sem ocupar aquele espaço enorme que os nossos adoráveis calhamaços costumam tomar conta. Ah! Prático também é o dicionário para as palavras desconhecidas. Basta selecioná-las para que apareçam os seus significados e a gente fique feliz em compreender melhor o que está lendo. 😀 Além disso, há como fazer marcações nas partes que nos interessam durante a leitura, assim como ver os trechos mais marcados pelos outros leitores. Ainda não usei tal recurso porque não tenho o hábito de marcar passagens do texto enquanto leio, agora, para quem curte é uma ferramenta bem bacana.

Tela do Kindle é a mais que oferece mais precisão para marcar texto e criar notas (Foto: Divulgação)

Como nem tudo são flores, há o lado negativo da coisa.

  1. Só posso ler o que compro na Amazon.
  2. Arquivos em .PDF até abrem no Kindle, mas sem a formação adequada para leitura. As fontes aparecem pequenininhas, e, se aumentamos a letra, as páginas ficam cortadas. Para que dê certo, é preciso fazer a conversão do arquivo para o formato  .EPUB.
  3. Não tem entrada para cartão SD (memória extra). Ainda bem que cabem cerca de dois mil livros nele. Ufa! kkkkkk
  4. Para carregar a bateria, vem apenas um cabo USB para computador. Para carrega-lo em uma tomada elétrica, é preciso um adaptador de tomada compatível (vendido separadamente) com o cabo USB. Usando um adaptador de tomada, o Kindle ficará carregado em menos de quatro horas, enquanto que, pelo PC, pode levar de quatro a seis, dependendo da capacidade do hardware.
  5. O preço de uma capa para um Kindle é bem carinha. (Estou até pensando em fazer uma capinha de EVA mesmo, só para quebrar o galho. rsrsrs)

dsc03596

 

Conclusão?

Esses dias estava lendo um livro, Com amor, Anthony, e uma passagem do texto me chamou bastante a atenção por ser um sentimento com o qual comungo plenamente e que fecha muito bem a postagem de hoje.

Lembra como amava a sensação dos novos livros chegando da gráfica, o ápice de anos de escrita do autor e seus meses de edição, a capa lisa e brilhante, com letras em alto-relevo, o peso cheio de satisfação nas mãos. Ainda ama a sensação de pegar um livro novo. Apesar de aceitar a conveniência dos tablets finos e pretensiosos, eles não transmitem a experiência sensorial tridimensional que um livro de verdade proporciona.

dsc03590

Que tenhamos um ótimo fim de semana, cheinho de livros e leituras novas!

Assinatura blog.fw

Publicado em Desejados, Leitura, Literatura, Livros, Opinião

Desejados adquiridos em 2016

Saudações!

Esse fim de semana fiz um retrospecto de minhas listas de desejados do ano de 2016 e resolvi assinalar quais eu adquiri até dezembro por meio de compra ou presente, e aqui está o resultado desse levantamento. Passe o mouse sobre as capas para ver a situação do livro na minha estante.

Procura-se um marido, de Carina Rissi – Verus. ❤ ❤ ❤ ❤

Desde o primeiro instante, de Mhairi Mcfarlane – Novo Conceito. ❤ ❤ ❤ ❤

A amante do oficial, de Pam Jenoff – Harper Collins Brasil.

A ponte de Haven, de Francine Rivers –Verus Editora –>  Ver opinião no blog

O lado feio do amor, de Colleen Hoover – Galera Record. –>  Ver opinião no blog

Pela lente do amor, de Megan Maxwell – Essência –>  Ver opinião no blog

Sempre foi você, de Carrie Elks – Universo dos Livros. ❤ ❤ ❤

Eu sou o mensageiro, de Markus Suzak – Intrínseca.

O nome do vento – A crônica do matador do rei: primeiro dia, de Patrick Rothfuss.

Dançando sobre cacos de vidro, de Ka Hancock –Arqueiro. ❤ ❤ ❤ ❤ ❤

Para onde ela foi, de Gayle Forman – Novo Conceito. ❤ ❤ ❤

Como ler livros, O guia clássico para a leitura inteligente, de Mortimer J. Adler – É realizações.

A garota no trem, de Paula Hawkins – Record. –>  Ver opinião no blog

Como água para chocolate, de Laura Esquivel – BestBolso.

Damas de honra, de Jane Costello. –>  Ver opinião no blog

Depois de você, de Jojo Moyes – Intrínseca. –>  Ver opinião no blog

Com amor, Anthony, de Lisa Genova – Nova Fronteira.

Minha sexylist, de Joanna Bolouri – Rocco. ❤ ❤ ❤

O leitor do trem das 6h27, de Jean-Paul Didierlaurent. – Intrínseca. ❤ ❤ ❤

E-Books –

Sr. Daniels, de Brittainy C. Cherry – Record.

Seis anos depois, de Harlan Coben – Arqueiro.

Persuasão, de Jane Austen – L&PM.

Há outras aquisições que foram feitas durante o ano passado que não entraram no rol dos desejados, mas aí já é uma lista para um outro post. 😀

Que esta semana seja formidável!

Abração!

Assinatura blog.fw

Publicado em Indicação, Leitura, Literatura estrangeira, Livros, Opinião, thriller psicológico

Opinião: A garota do trem, de Paula Hawkins

Olá, gente!

Hoje passei aqui para falar do livro A garota do trem, lido em agosto deste ano, mas só agora ganhando o registro no blog.

a-garota-1

Sinopse: “Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, o thriller psicológico The Girl on the train, de Paula Hawkins, surpreendeu até mesmo seus editores e a própria autora, nascida e criada no Zimbábue, que vive em Londres desde os 17 anos: em menos de um mês, o livro – que vem sendo comparado pela crítica a uma mistura de Garota exemplar e Janela indiscreta – ultrapassou a impressionante marca de 500 mil exemplares vendidos e alcançou o primeiro lugar nas listas de mais vendidos em todos os países em que foi publicado (Reino Unido, Irlanda, EUA e Canadá) desde seu lançamento em janeiro. A trama, que gira em torno do desaparecimento de uma jovem mulher, com três narradoras femininas duvidosas, conquistou fãs como o mestre do mistério Stephen King, que publicou em sua conta do Twitter que o “excelente suspense” o manteve acordado a noite inteira: ‘a narradora alcoólatra é mortalmente perfeita’.”

Ao ler A garota do trem, saí um pouco da minha zona de conforto, já que, normalmente gosto e leio romances. Na minha opinião, um suspense que mexeu bastante comigo porque tentei o tempo todo criar as soluções para o acontecimentos que rolam na vida de Rachel, uma mulher que se entrega ao alcoolismo após divorciar-se traumaticamente. Ela pega o trem todos os dias pela manhã, como se estivesse indo trabalhar e as cenas que observa do lado de fora, durante o trajeto, levam-na a fantasiar muitas coisas. Um dia um crime ocorre e Rachel diz saber a respeito para ajudar nas investigações. Sempre alcoolizada, nunca sabemos de fato quando são delírios ou quando é verdade, e assim vamos construindo teorias em nossa cacholinha para elucidar a história.

Senti-me uma espécie de detetive e nadei de braçada em minhas conjecturas. Pena que o desfecho deixou a desejar. Para variar, não é mesmo?! O finalzinho foi muito “mais ou menos”. Depois de uma narrativa eletrizante, fechar a trajetória de Rachel de forma tão morna deixou-me decepcionada. Ainda assim valeu super a pena vivenciar esta leitura, e só não comento mais detalhes porque é o tipo de história que revelar demais pode desconstruir o mistério que a envolve.

Concluindo, para quem gosta de thrillers psicológicos, eu recomendo A garota do trem.

stock-illustration-4115670-ok

Ah! O livro ganhou uma adaptação para o cinema sem previsão ainda de estreia no Brasil.

Um superabraço!

Assinatura blog.fw

Publicado em Comédia-romântica, Indicação, Leitura, Literatura estrangeira, Livros, Opinião

Opinião: Pela lente do amor, de Megan Maxwell

Oi povo!

Passando para registrar a leitura de mais um livrinho. 😀

dsc03345

Sinopse: Ana Elizabeth troca o luxo e a riqueza da sua aristocrática família londrina pelas “calles” madrilenas, em busca do seu sonho: ser fotógrafa. Dona do seu nariz, ela monta com a amiga Nekane um estúdio fotográfico na capital espanhola e segue seu caminho de sucesso. No dia em que o prédio onde trabalham enfrenta um incêndio, Ana conhece Rodrigo, um dos bombeiros que atendem ao chamado da ocorrência. A troca de olhares aquece não só o corpo da fotógrafa, mas também seu coração e ela se entrega à inusitada amizade – com benefícios – que nasce entre eles.
Apesar de cúmplices, um balde de água fria vai comprometer a liga dessa relação, quando Rodrigo – um mulherengo de carteirinha – descobrir que sua querida Ana está grávida de um turista suíço que passou por sua vida sem passagem de volta e de quem ela só sabe o nome. E o que dirá sua pomposa família quando souber que ela está grávida de um desconhecido e é amante de um bombeiro pobretão? Só a leitura do livro revelará!

Então, para início de conversa, confesso que comecei a ler Pela lente do amor sem expectativas muito grandes, ainda que eu o tenha desejado. Alguns comentários que ouvi pouco antes de ganhá-lo deixaram-me ressabiada… Porém segui em frente. Aí, este livro só não ganhou cinco estrelas porque houve um entrave no meio do caminho. Vejam bem, não é uma história “papo cabeça” como costumo dizer aqui, mas, para os românticos, flui deliciosamente. Ela foi capaz também de me arrancar boas gargalhadas, e eu amo narrativas assim.

O livro ganhou o nome Pela lente do amor, porque conta a história de Ana, fotógrafa profissional que se apaixona pelo bombeiro Rodrigo, e em torno dos dois as coisas vão se desenrolando. Há algumas surpresas que nos incitam a continuar a leitura sem querer dar pausa. Sobre o entrave, deixe-me explicar melhor. Ana fica de queixo caído por Rodrigo, mas ele não quer nada com ela, e fica aquela lenga-lenga que parece interminável. A ficha dela então cai e, ao seguir com a sua vida em frente, passa a vez para o bombeiro que percebe que ela é o amor de sua vida. E lá se vai mais lenga-lenga. Tive muita vontade de xingar todos os dois por causa dessa enrolação, isto para vermos a que ponto chegamos em nosso envolvimento com as personagens das histórias que lemos. Além disso, quero observar que li em algum lugar que Pela lente do amor é uma narrativa erótica.Opa! Tem nada disso não. Tirando umas duas ou três passagens mais quentes, ela tem mais romantismo do que sexo em si. E elas aparecem tão amarradinhas que, na verdade, trazem é um charme a mais para a história.

E, para completar, digo com enorme prazer que me surpreendi com o final do livro. Adorei! 😀 Coisa rara de acontecer, diga-se de passagem, porque normalmente eles, os finais, é que costumam ser o grande entrave das histórias de que gosto. rsrsrsrs

Valeu a leitura!

Um superabraço para todos!

Assinatura blog.fw

Publicado em Indicação, Leitura, Literatura estrangeira, Livros, Opinião, Sinopse

Opinião: Baía da esperança, de Jojo Moyes

Leitores lindinhos,

Estava observando meus livros esses dias e me dei conta de que tomei a Jojo Moyes como uma de minhas escritoras preferidas, junto a Marian Keyes, já que os títulos dela estão tomando um bom espaço nas minhas prateleiras.

Jojo

Inclusive, no meu ultimo aniversário, ganhei mais um livro da autora, o Baía da esperança.

Resultado de imagem para baia da esperança

Sinopse: Seis anos depois de ter saído da Inglaterra, a melancólica e reservada Liza McCullen é a responsável por um barco de observação de baleias e golfinhos em Silver Bay, na Austrália, onde também administra com a tia, Kathleen, o Hotel Baía da Esperança, que já viu dias melhores. Hospedado no hotel de Liza, Mike Dormer está lá a negócios: depende dele o pontapé inicial do projeto de um resort de luxo. Enquanto sua noiva, em Londres, finaliza os planos do casamento, Mike tem de conseguir a licença para a construção do empreendimento, algo que terá profundo impacto na fauna de Silver Bay e consequências drásticas para a vida dos moradores, inclusive a de Liza, que guarda um grande segredo e correrá perigo caso precise se mudar dali. Quando o mundo de Mike e Liza colidem de forma irremediável, eles precisam encarar os próprios medos para salvar o que amam. Com personagens cativantes em um cenário encantador, Baía da Esperança é um romance comovente e irresistível, repleto do humor e da generosidade que marcam as obras de Jojo Moyes.

Então, é assim…

Sobre a história, já li outras de Jojo mais arrebatadoras, como, por exemplo, A garota que você deixou para trás e Um mais um. Deste, inclusive, já falei aqui no blog. No entanto, Baía da esperança guarda em sua narrativa uma delicadeza nas relações entre as personagens que é contagiante, e acredito que foi isso que me prendeu ao livro. Acontecem coisas ruins e tristes na história de Liza e sua família, é claro, mas, como o próprio nome do livro refere-se, a esperança de que dias felizes virão faz com que os acontecimentos narrados sejam todos reflexo do que vivemos no nosso próprio dia a dia, ou seja, as coisas vão tomando os seus lugares aos poucos e sem muito auê. É, portanto, um livro que nos leva mais a uma viagem tranquila do que a emoções eletrizantes que nos fisgam a todo momento, quando lemos A HISTÓRIA. 😀

Por isso, colegas, se vocês não curtem narrativas mais calminhas, não se hospedem nesse hotel, porque o Baía da esperança não é cinco estrelas. Está mais para uma pensão simplória que resiste ao tempo, tentando manter o seu charme e aconchego. Para os que não se importam com a falta de luxo, é uma boa pedida para relaxar a mente e repensar a vida antes de dormir, afinal uma boa noite de sono também é muito importante para a nossa saúde, concordam? rsrsrs

Beijocas!

Assinatura blog.fw

Publicado em Indicação, Leitura, Literatura estrangeira, Livros, Opinião

Opinião: A ponte de Haven, de Francine Rivers

Meu estimados leitores,

Ponte de H

Ler A ponte de Haven foi como ler uma história vintage. Viajei tanto aos anos 50 que me senti vivendo naquela época. Talvez porque sou fã desse estilo ou simplesmente porque a narrativa me envolveu em suas tramas. Não sei… Tenho apenas a certeza de que a aura de um passado que eu não vivi me tomou por completo por meio da história de Abra, a personagem principal que sofre horrores até descobrir que o verdadeiro amor – tanto o fraternal quanto o romântico – estava diante dela todo o tempo, desde o início de sua vida.

Vamos entender isso melhor. Contando tudo resumidamente, porém sem revelar o desfecho da história, Abra foi abandonada recém-nascida pela mãe, quando esta lhe deu à luz perto da ponte da pequena cidade de Haven (daí o nome do livro). Encontrada por Ezekiel Freeman, um pastor da região, ela foi criada por ele e sua esposa Marianne até seus cinco anos de idade, junto a Joshua, o filho do casal. Marianne tinha uma saúde frágil e seus esforços para cuidar de Abra pioraram ainda mais o seu estado, levando-a a uma morte prematura. Zeke (como o pastor era conhecido) por achar que não poderia criar Abra sozinho, passou a guarda dela para um casal amigo que também quisera adotá-la bebezinha. Esse casal tinha a filha Penny, da mesma idade, e acharam que ambas seriam ótimas companheiras. Acontece que Abra não se sentia feliz. Sentia-se, sim, rejeitada por Zeke e um estorvo para seus pais adotivos, assim como sentia inveja de Penny por ser uma filha amada. Então, Abra conhece Aydan, um playboyzinho que primeiro investiu seus esforços em Penny, mas que acabou mesmo foi seduzindo a irmã adotiva, levando-a fugida para a Califórnia. É quando se incia o verdadeiro calvário dela. Lá na terra do cinema, Abra conhece Franklin Moss, um agente que a transforma em Lena Scott, uma atriz hollywoodiana conhecida, tentando apagar o passado que ela julgava ser tão triste. Mal sabia o que lhe esperava…

O que ficou para mim desta história?

Bom, primeiramente, apesar de ser bem triste, achei a história muito bonita. Mostra a batalha entre a fé e a desesperança, mostra a mágoa como escuridão e a baixa autoestima como um fundo de poço. Abra não precisava ter passado por tudo isso, não fosse sua insegurança constante e pensamentos de que ninguém a amava, nem ela própria. Às vezes valorizamos tão pouco a vida que temos, não é mesmo? Sempre queremos mais…

Em seguida, ficou o sentimento de que verdadeiramente “o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13:4-7) Creio que esta foi uma grande lição tirada da história por meio da personagem de Joshua. Lindo o amor dele por Abra. Inspirador!

E para fechar, A ponte de Haven é uma história com um toque religioso bem marcante. Absolutamente nada que comprometa a leitura da narrativa pelos que não comungam da mesma crença. Na minha opinião, somente o final é um pouco cansativo, pois parecia uma espécie de trabalho evangelístico. Achei repetitivo, uma pequena “embromação” para encerrar tudo, mas que não me fez desgostar da história.

Conclusão: vale a leitura!

Um abração!

Assinatura blog.fw

Publicado em Comédia-romântica, Dicas, Diversão, Indicação, Leitura, Literatura estrangeira, Livros, Opinião

Opinião: Amor à segunda vista, de Mhairi McFarlane

Leitores do coração!

Vamos falar de amor. Ou melhor, vamos falar de um livro que fala sobre o amor. rsrsrs Uma comédia-romântica levinha, supergostosa de ler que me embalou e deixou um cheirinho desse sentimento no ar por alguns dias das minhas queridas férias.

Amor à segunda vista

Sinopse: E se a pessoa de quem você mais fugiu no passado fosse agora de quem você precisasse? Anna era o patinho feio da escola, mas seguiu em frente e hoje, apesar de uma vida amorosa tragicômica, é feliz e realizada. Amor à segunda vista é sobre aceitar quem somos de verdade e ficar feliz com isso. Os leitores vão rir e lembrar que o mundo dá voltas, queridinha; afinal, tudo é possível, no amor e na vida.

Ahhh… Amor à segunda vista, de Mhairi McFarlane, é a história de amor entre Anna Alessi e James Fraser. Não tão simples assim, Anna é, na verdade, Aureliana, uma bem-sucedida professora universitária de história, que guarda um trauma da adolescência, época em que foi uma vítima constante de bullying na escola por ser gorda e desajeitada. E James, o bonitão da turma na época, foi um dos causadores desse trauma por uma série de motivos: porque Aureliana era apaixonada por ele, porque ele também ria dela junto com os colegas e porque, um dia que a jovem tinha esperanças de ser especial, ele colocou tudo a perder, humilhando-a em público em uma festa no último dia de aula.

Com o passar do tempo, Aureliana redescobriu-se e mudou seu jeito de ser. Emagreceu e tornou-se uma linda e inteligente mulher que fazia os homens virarem as cabeças para olharem-na. A partir dali ela passou a usar o nome Anna, como uma forma de deixar a adolescente sofrida para trás. O que ela não contava é que o destino a colocaria novamente no mesmo caminho de James, então criador de mídia digital recém-saído de um casamento com Eva (uma chata personagem secundária), e que esse passado voltaria a assombrá-la de uma outra forma. Primeiro eles se reencontram em uma festa de ex-alunos da Rise Park, escola onde estudaram, e, depois, os dois passam a trabalhar juntos em um projeto de exposição sobre Teodora, esposa de Justiniano (personagens históricos), no British Museum. Acaba surgindo entre eles uma bacana amizade regada a papos bem-humorados, inteligentes e a ótimas gargalhadas, com um único detalhe: James em momento algum de seus encontros reconheceu Aureliana na atual Anna Alessi.

O que rola então? É ler para saber. 😀

Gostaria, no entanto, de fazer algumas observações que julgo relevantes.

Primeiro, como os diálogos entre as personagens apresentam um tom sarcástico em suas colocações, é preciso um pouquinho mais de atenção para a leitura da história para nada passar batido, porque são muito legais.

Segundo, a história de Anna e James é uma história previsível, por isso não espere algo fantástico, mas se deixe levar por ela mesmo assim, pois ela nos diverte e nos faz constatar que as pessoas podem nos surpreender positiva ou negativamente, dependendo dos seus objetivos e interesses.

Terceiro, Aureliana é um caso entre tantos que acontecem por aí, dia após dia. Há muitos e muitas delas sofrendo com o desprezo do outro, ouvindo zoações e ganhando apelidos pejorativos que magoam e adoecem. Podemos ver resultado disso nos noticiários, quando nos deparamos com tragédias ocasionadas por pessoas adoecidas psicologicamente, vítimas de bullying e outras formas de preconceito.

Por último, quero comentar que minha edição apresenta muitos erros nos textos. Nunca li um livro com tantos assim. Que pena essa falta de cuidado na digitalização e revisão da obra. 😦

Bom, por hoje é isso. Espero que, quem gosta do estilo, anime-se a ler “Amor à segunda vista”. Eu recomendo!

Amor à segunda vista1

Um superabraço!

Assinatura blog.fw