Opinião – 3 Livros de Sophie Kinsella

Até uns dois anos atrás, nunca havia lido obra alguma de Sophie Kinsella, mas sempre via por aí propagandas da série Beck Bloom, que não me interessava porque a adaptação para o cinema de Os delírios de consumo de Beck Bloom me dava nos nervos. rsrs Só que eu cismei que deveria me aventurar em uma de suas narrativas para poder “falar do que conheço” e comprei Samantha Sweet, executiva do lar, e, logo depois, À procura de Audrey, do qual gostei muito. E ficaria por aí, viu?! Quando assinei o Kindle Unlimited, encontrei lá quatro outras obras dela que me interessaram. E o que eu fiz? Coloquei-os em minha lista de leitura, é claro. 🙂

Hoje o post são minhas opiniões sobre três deles, compondo o “3 posts em 1”.

1. O segredo de Emma Corrigan

O segredo de Emma Corrigan

Eu esperava 1000 vezes mais deste livro! Até me diverti bastante, sabe, a ponto de dar boas gargalhadas em determinados pontos da história, mas, no geral, não gostei muito da forma como a narrativa se desenrolou. Puxa… Que coisa estranha. Será que algum segredo não me foi revelado, hein, e por isso fiquei no ar quando a narrativa chegou ao fim? 😮

Emma Corrigan é uma assistente de marketing há pouco tempo no emprego, que conhece acidentalmente, em uma viagem de avião, Jack Harper, um dos fundadores da Corporação Panther onde ela trabalha. Eles passam por um perrengue nesse voo, e Emma, sentindo um pavor imenso, começa a contar a ele muitos de seus segredos sem nem imaginar quem era aquele homem ao seu lado. Então, quando ele é anunciado na empresa e Emma se dá conta de que ali está o homem em quem despejou toda a sua vida secreta, inicia-se a reviravolta na vida dela. Claro que ela se apaixona por Jack assim como ele por ela e que a história vai caminhando em torno desse envolvimento. Rolam desencontros e mal-entendidos e, no fim, tudo acaba dando certo. Se eu gostei do final? Óbvio que não! Fraquinho demais da conta, sô! Se bem, como disse no começo, o desenrolar também é tão sem graça em certos pontos que um final como o que teve não poderia ser uma novidade.

❤ ❤ ❤ porque não teve muita graça no segredo de Jack (sim, ele também tinha um segredo…), motivo pelo qual o final deixou a desejar.

2. Fiquei como o seu número

Fiquei com o Seu Número

Começo perguntando: será que é possível uma coisa dessas acontecer na vida de alguém? Você achar um celular em uma lixeira em um momento de desespero e ele servir perfeitamente aos seus propósitos? Pois Poppy Wyatt teve esse privilégio nesta história. E não é só isso. Ela também conheceu um dos responsáveis pelo telefone, Sam Roxton, funcionário de grande importância de uma empresa de marketing ou publicidade (não me lembro bem), e, quem diria, surgiu daí uma amizade inusitada entre os dois.

Mas qual foi mesmo o motivo para isso tudo acontecer? Poppy perdeu o anel de seu noivado com Magnus, um homem estranho (obcecado por livros), de uma família igualmente estranha (obcecada por livros), que me causou calafrios. A descrição da casa deles e de suas vidas revelou-me uma vida sombria e sem graça, e o tempo todo fiquei me perguntando por que Poppy insistia em manter um relacionamento com essa pessoa já que nada tinha a ver com o jeito ingênuo e amoroso dela. São as interrogações da vida, não é mesmo? Apesar disso, consegui me divertir com Poppy, Sam e suas conversas via sms. Esperei ansiosa pela parte da narrativa em que os dois se entenderiam de outra forma e achei linda a cena em que ele a guia pelo celular (sms) para encontrá-lo em meio a escuridão de um jardim. Só lendo para entender bem essa parte com todo o sentimentalismo necessário.

Finalizando, entre tramas, intrigas e diversão, a história de Poppy e Sam é bem bacana e serve para nos distrair naqueles dias em que a última coisa que queremos fazer é colocar a cachola para pensar em chatices.

Nota ❤ ❤ ❤ ❤ porque, apesar de ser uma historinha chick-lit, eu me diverti muitão! 😀

3. Lembra de mim?

Lembra de Mim?

Partindo para Lembra de mim?, deparei-me com uma história da qual gostei mas que não foi um amor instantâneo nem entrou na minha lista de preferidos. Por quê? Bom… Porque passei a maior parte da narrativa angustiada por causa da amnésia de Lexi, personagem principal. Coitada. Ela sofre um acidente e, ao acordar depois no hospital, não se recorda dos últimos três anos de sua vida, ou seja, está em 2007 e tem 28 anos, mas pensa que está lá em 2004, com seus 24 anos. E para retomar a sua vida dali em diante como uma executiva bem-sucedida e casada com um gato de um homem rico e carinhoso do qual não se lembra nem remotamente não é nada fácil.

Gente! Como deve ser ter um pedaço de sua vida apagada da memória e ter de seguir em frente com tudo do jeito que está, hein? Uau! E a história de Lexi resume-se nisto, em sua tentativa, por vezes desastrosa, de tocar o barco sem as coordenadas necessárias. Ela tem de resgatar os acontecimentos desse hiato de três anos para entender várias situações com as quais se depara , como a indiferença de suas grandes amigas, o alto posto de chefia no trabalho, o seu casamento com Eric e seu caso extraconjugal com Jon. Sim! E ela também não entende como se tornou uma mulher bonita e com vida saudável. Tudo isso a deixa desnorteada, e a mim também! kkkkk No entanto, sabe, vale a pena ver como se deu todo esse processo. Fez-me lembrar daquela frase feita: “se a vida te der limões, faça uma limonada”. Lexi fez isso no passado, só não contava que o sucesso dela ficaria depois amargo. Ainda bem que no final deu tudo certo. Ela recupera a memória (é claro!), todas as suas dúvidas, problemas e angústias se resolvem e todos nesta história vivem felizes para sempre! kkkkk

Ganhou ❤ ❤ ❤ ❤ porque nos faz refletir sobre alguns pontos importantes da vida, como o amor-próprio, o valor das amizades e o preço do sucesso. 😉

Assim, para quem gosta de comédias-românticas, Sophie Kinsella serve um buffet até bacana para se degustar. É só preparar o pratinho e mandar ver.

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Boa leitura! 😀

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“Popular: dicas vintage para ser uma garota descolada”

Pessoal,

A dica de leitura para hoje fica por conta do “Popular: dicas vintage para ser uma garota descolada, de Maya Van Wagenen, também personagem principal do livro.

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São páginas de um diário onde ela registrou suas ações baseadas no livro “O guia da popularidade”, publicado originalmente na década de 50 pela ex-modelo adolescente Betty Cornell.

Apesar das ideias serem antiquadas, Maya decide seguir os conselhos ali escritos, durante todo o ano letivo (sugestão dada por sua mãe), e, de uma garota sem graça e rejeitada, torna-se descolada e popular na escola, bem como sugere o título da obra.

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Betty Cornell e Maya Van Wagenen

Eu adorei sua trajetória. Foi muito bacana ver como ela descobriu que ser popular nem sempre é o que parece e também que ter estilo depende de nos sentirmos livres para ser quem somos.

Valeu super a pena a leitura! 😀

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Sorrisos quebrados, de Sofia Silva

Caros leitores…

Uma das gratas surpresas do ano foi ler “Sorrisos quebrados”, de Sofia Silvia. Encontrei esta história entre tantos títulos sugeridos pelo Kindle Unlimited e mergulhei nela, curiosa para saber o que sairia dali.

Sorrisos Quebrados (e-Book)

Sinopse: 

Paola
Perante Deus, o meu marido prometeu me amar.
Cuidar de mim. Ser meu amigo. 
Perante todos, disse que me amava. Que íamos ser felizes. 
Viver para sempre juntos. 
Mentiu em tudo. 
Até que um dia, perante mim, ele disse que ia me matar. E não mentiu.
A partir desse dia vivi escondida no meu mundo, até o André aparecer.

André
Não procurava nada. Não queria ninguém.
Não depois de tudo que vivi.
O meu coração estava escondido na escuridão, até a Paola surgir com as suas cores, pintando a minha vida.

Sorrisos Quebrados é um romance colorido entre duas pessoas Quebradas por relacionamentos passados. Uma história de superação dos próprios medos e promessas.

Gente, simplesmente liiindoooo! Chorei, sorri, tive nós na garganta, frios na barriga… Nossa! Foi intenso do início ao fim, do jeitinho que eu gosto. Que bom, né?! Porque eu o li em um mês em que tive mais decepções do que alegrias literárias. Então, ele veio para me animar a seguir em frente. rsrsrs

Eu gosto de histórias como essa, que me fisgam desde o começo e me levam ali presas no anzol até que me soltam novamente, dando-me a liberdade após uma deliciosa leitura. Mas, o que há de tão interessante assim em Sorrisos quebrados para me causar isso? Olha, não foi tanto pelo enredo em si, cujo tema é a superação de traumas vividos pelas personagens. Foi pela forma poética com que a autora falou de dramas tão corriqueiros e igualmente terríveis. Um contraste que deu super certo: a dor e a cor… a escuridão e a luz… o medo e o amor… a desilusão e a esperança… Foi exatamente isso que a história de Paola e André me passou, tudo de forma tão delicada e ao mesmo tempo forte. Só para contextualizar melhor, eles se conhecem em uma clínica de reabilitação, onde Paola se recupera da violência verbal e física sofrida pelo ex-marido, e André acompanha a sua filha Sol, de seis anos, que apresenta uma fobia social intensa devido ao que passou com a mãe drogada, quando era ainda pequenininha. Ele também sofre suas angústias, consequência de seu relacionamento com a ex, e o encontro entre os três é a luz que faltava para a vida de cada um. Surge uma grande amizade entre a garotinha Sol e Paola e, claro, um grande amor entre ela e André, e é inspiradora a forma como se dá esse encontro. Paola usa das cores das tintas para recuperar esses três corações, e o resultado disso tudo são belas obras de arte que nos fazem acreditar que a tal luz no fim do túnel existe sim, e que ela pode ter vários tons. Uma lição para toda a vida!Amei de montão.fwEspero, sinceramente, que quem a leia curta a história como  eu curti.

Um forte abraço!

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Livro impresso x Livro digital

Oi, oi!

Hoje acordei inspirada para falar sobre livro impresso X livro digital, isto porque passei uma boa parte de minha noite entretida com uma leitura em um e-reader. Puxa! Há pouco tempo nem me imaginava rendida a essa tecnologia mas a paixão pela leitura aliada a preços mais acessíveis de e-books me motivou a adquirir um leitor digital (optei primeiro pelo Kindle).

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Bom, não vou dizer aqui que estou apaixonada por esse recurso nem que para mim dá no mesmo ler por ele ou pelo livro impresso, porque eu estaria mentindo. Porém, posso garantir que dá para levar numa boa a leitura em um aparelinho assim. O meu não tem luz na tela para leitura no escuro porque custa mais caro, mas também cansa menos a vista, e falo isso pois uso óculos e percebo a diferença entre ler em uma tela iluminada e em uma sem iluminação por um tempo maior que o aconselhável. A tela é antirreflexo, ou seja, podemos ler em qualquer lugar que esteja com luz, que não atrapalha. E, para passar as páginas, é só tocarmos levemente a tela. Simples assim.

Outro ponto a favor do e-reader é a praticidade na hora de transportar. É levinho e cabe no cantinho da bolsa ou da mochila sem ocupar aquele espaço enorme que os nossos adoráveis calhamaços costumam tomar conta. Ah! Prático também é o dicionário para as palavras desconhecidas. Basta selecioná-las para que apareçam os seus significados e a gente fique feliz em compreender melhor o que está lendo. 😀 Além disso, há como fazer marcações nas partes que nos interessam durante a leitura, assim como ver os trechos mais marcados pelos outros leitores. Ainda não usei tal recurso porque não tenho o hábito de marcar passagens do texto enquanto leio, agora, para quem curte é uma ferramenta bem bacana.

Tela do Kindle é a mais que oferece mais precisão para marcar texto e criar notas (Foto: Divulgação)

Como nem tudo são flores, há o lado negativo da coisa.

  1. Só posso ler o que compro na Amazon.
  2. Arquivos em .PDF até abrem no Kindle, mas sem a formação adequada para leitura. As fontes aparecem pequenininhas, e, se aumentamos a letra, as páginas ficam cortadas. Para que dê certo, é preciso fazer a conversão do arquivo para o formato  .EPUB.
  3. Não tem entrada para cartão SD (memória extra). Ainda bem que cabem cerca de dois mil livros nele. Ufa! kkkkkk
  4. Para carregar a bateria, vem apenas um cabo USB para computador. Para carrega-lo em uma tomada elétrica, é preciso um adaptador de tomada compatível (vendido separadamente) com o cabo USB. Usando um adaptador de tomada, o Kindle ficará carregado em menos de quatro horas, enquanto que, pelo PC, pode levar de quatro a seis, dependendo da capacidade do hardware.
  5. O preço de uma capa para um Kindle é bem carinha. (Estou até pensando em fazer uma capinha de EVA mesmo, só para quebrar o galho. rsrsrs)

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Conclusão?

Esses dias estava lendo um livro, Com amor, Anthony, e uma passagem do texto me chamou bastante a atenção por ser um sentimento com o qual comungo plenamente e que fecha muito bem a postagem de hoje.

Lembra como amava a sensação dos novos livros chegando da gráfica, o ápice de anos de escrita do autor e seus meses de edição, a capa lisa e brilhante, com letras em alto-relevo, o peso cheio de satisfação nas mãos. Ainda ama a sensação de pegar um livro novo. Apesar de aceitar a conveniência dos tablets finos e pretensiosos, eles não transmitem a experiência sensorial tridimensional que um livro de verdade proporciona.

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Que tenhamos um ótimo fim de semana, cheinho de livros e leituras novas!

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