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Ler é um santo remédio!

Livro santo.fw

Leitores do coração,

Falei no meu primeiro post deste blog que ler é sempre um ótimo remédio. Isto é tão verdade que há alguns anos tive um problema de saúde ocasionado por estresse de trabalho, e quando fui levar os exames para o médico cardiologista olhar, ele me receitou a leitura de um livro. Sim, ele me prescreveu o livro “Vivendo, amando e aprendendo”, do autor Leo Buscaglia, e assim o fiz: comprei o livro e o li absorvendo bem o que ele tinha para me ensinar. Foi nessa época que eu iniciei uma fase de livros de autoajuda. Li muitos que estavam na moda, descobri autores superbacanas dos quais me tornei fã e usei vários ensinamentos em minha vida pessoal e no trabalho. Um livro, no entanto, tornou-se especial para mim que foi “Enquanto o amor não vem”, de Iyanla Vanzant. Sua leitura foi realmente um bálsamo para a minha alma, pois me ajudou a ver que eu realmente precisava cuidar de mim primeiro para depois investir tempo em tantas outras coisas na vida.

Hoje não recorro mais tanto a esses livros como antigamente. De vez em quando leio algo que possa me auxiliar de alguma forma, porém eles ficaram um pouco esquecidos na estante. Culpa dos livros de romances que me enlaçaram de tal forma que esse passatempo virou mesmo foi uma paixão, e o mais interessante, uma paixão que cura. Cada história que lemos tem poder curativo. Já pararam para pensar nisto? Aquele dia em que estamos tristes ou angustiados, em que pegamos um livro na prateleira e começamos a lê-lo despretensiosamente e, quando percebemos, já estamos no meio da história, doidos para saber qual será o seu desfecho. Ao findar a leitura, ficamos ali extasiados, sentindo a narrativa ainda correndo pelas nossas veias da alma, tão agradecidos por aquelas horas de prazer, que a sensação que temos é de como se tivessem nos ministrando algumas doses de calmantes que, então, surtem efeito. É claro que há leituras não tão prazerosas, afinal, toda regra tem sua exceção. É um dos percalços da vida de um leitor, tema para um outro post. No momento, nos basta a certeza de que ter a leitura como costume traz muitos benefícios para nós e vale a pena nos atentarmos à eles.

Alguns benefícios da leitura:
  • exercita nossa mente e estimula a memória;
  • proporciona conhecimento e informação;
  • melhora a habilidade para a escrita;
  • melhora a concentração e o foco;
  • enriquece o vocabulário;
  • estimula a reflexão;
  • desenvolve a criatividade;
  • reduz o estresse;
  • dá asas à imaginação;
  • pode elevar a nossa autoestima;
  • aprimora nossa empatia;
  • nos torna mais ricos culturalmente e menos preconceituosos;
  • previne Alzheimer e demência;
  • ajuda a dormir melhor.

E para fechar, tirem um tempinho depois (ou agora, se puderem) e leiam sobre a BIBLIOTERAPIA, técnica que auxilia no tratamento de doenças diversas usando a leitura. Bacana demais!

Um abração!

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Bula literária: Teoria do amor, de Halice FRS

Minha gente,

Há momentos que, confesso, adoro ler um romancinho água com açúcar, bem divertido e que não nos deixam desgrudar os olhos do livro. Por exemplo, Teoria do amor foi um deles. Há muito tempo queria lê-lo mas não encontrava o livro impresso para comprar. Então, deixei-o na lista de desejados até que, de posse de um e-reader, consegui colocar os olhos no bendito. Quando realizei, finalmente, a compra, eu havia lido duas histórias intensas seguidamente: Com amor, Anthony e Não conte a ninguém. Como eu gosto de dar um refresco para a mente e para o coração depois de leituras como essas, foi a vez de Teoria do amor entrar em cena.

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Eu curti demais essa história, ok?! Esta frase sintetiza bem a minha opinião sobre ela. Como o livro tem partes da trama que precisam ser descobertas durante a leitura para que haja uma motivação maior para seguirmos em frente, resolvi falar um pouco sobre ele fazendo uma brincadeira. Já que ler é um santo remédio, fiz uma bula literária do Teoria do amor porque foi um livro que me alegrou bastante.

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Espero que curtam bastante a leitura do livro!

Abração!

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Desafio literário: dois livros por mês? Não, apenas “A bibliotecária de Auschiwitz” – Fevereiro

A_BIBLIOTECARIA_DE_AUSCHWITZ_1405484070BAh, meus queridos leitores!

Permitam-me ser contraditória ao dizer que acabei de ler um livro muito triste e ao mesmo tempo tão, tão lindo. Sim, “A bibliotecária de Auschwitz” proporcionou-me essa experiência de conhecer o trágico e o belo em uma só leitura. Inclusive fechei Fevereiro apenas com esse livro lido e, portanto, não cumpri a meta número 1 do desafio literário referente a esse mês. Também, o que importa isso se pude degustar cada página de A bibliotecária, sorvendo bem toda poesia com que essa história foi contada? Como eu disse, apesar de ser um livro que narra um dos maiores flagelos da humanidade que foi o holocausto, a linguagem que o autor usa para contar a história de Edita Adlerova, uma menina judia de 14 anos, em Auschwitz, é de uma sensibilidade tão grande que rapidamente fui contagiada por esse lirismo e me deixei levar em uma viagem àquele tempo sem resistência alguma. Claro que sofri ao deparar-me com as condições sub-humanas em que viviam os judeus nos campos de concentração e que bateu uma revolta diante das atrocidades cometidas contra eles. Já li muitos livros que abordam esse tema, mas nunca desci tão fundo às misérias que esse povo sofreu como foi em A bibliotecária. No entanto, a existência de uma escola secreta para as crianças em Auschwitz-Birkenau, com professores, brincadeiras, músicas e livros (ah, os livros…) deu à história momentos de respiro que aliviava a tristeza em minha alma. Leram meu post sobre o livro como santo remédio? Assim era no bloco 31, do campo familiar BIIb de Auschwitz, onde funcionava a escola mantida sob a direção do dedicado professor Fred Hirsch, dos olhares atentos dos soldados nazistas e do médico Joseph Mengele, o qual dispensa apresentações, não é mesmo? Dita (como todos chamavam a menina Adlerova) cuidava dos livros clandestinamente, pois eles, assim como o uso de qualquer outro material escolar, não eram permitidos. Os exemplares, todos desgastados e/ou danificados, tornaram-se um passaporte para que as crianças, jovens e até os adultos se transportassem para lugares bem longe daquele sofrimento, da fome, do frio, das doenças e da morte aos quais estavam sujeitos todos os sobreviventes ali.

“A bibliotecária de Auschwitz” é uma história baseada em fatos reais, e as personagens às quais me afeiçoei (assim como as que eu odiei) fizeram realmente parte desse acontecimento. Por algumas semanas elas fizeram parte de meus dias também… Eu senti, através da minha leitura, a dor de cada uma delas, mas alimentei ao mesmo tempo a esperança de que aquele lugar tenebroso não seria a última viagem de suas vidas. Por isso, não poderia ter sido sem lágrimas que cheguei ao fim do livro. Não há como nem descrever como o meu choro ganhou liberdade junto com Dita e tantos outros prisioneiros, quando os soldados aliados apareceram para resgatá-los. Pena que o sentimento de tristeza pelas milhões de perdas ocorridas até ali tenha ofuscado esse momento pelo qual tanto esperaram. Hoje, muitos anos depois, as histórias cujo pano de fundo é o holocausto continuam por aí vivas, profundas e ainda conseguem nos surpreender de alguma forma. Eu sou grata por ter conhecido Dita Adlerova e todos que fizeram parte da sua caminhada como a bibliotecária de Auschwitz. Aprendi com eles que a coragem é algo que nos move para frente junto com os nossos sonhos, que a vontade de viver muitas vezes supera qualquer humilhação e que o nosso verdadeiro caráter é o que levamos conosco pela vida inteira.

Eu recomendo esta leitura, com certeza!

Um abraço sincero…

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