Para início de conversa: eu, leitora.

Há um ditado que diz que “rir é o melhor remédio”. E é verdade, viu?! Porém, ler também o é. Isto, aliado ao prazer de se pegar em um livro, admirar a sua capa, folheá-lo, sentir seu cheiro, ler e reler a sinopse um bocado de vezes e viajar na história, não tem preço. Pelo menos para mim, é claro! Sinto tanto pelos que não gostam… (Para falar a verdade, não consigo entender como alguém pode não apreciar uma boa leitura.) Ou pelos que gostam e não têm acesso a ela, e o pior, sinto pelos que nunca sequer puseram as mãos em um livro qualquer que fosse. Pois eu amo ler.

Minha primeira experiência marcante que tive com a leitura foi há muitos anos, lá na década de 70, quando estava cursando a segunda série do ensino fundamental  e a professora Elza lia, ao final das aulas, histórias tiradas de um livro azul grosso, sem ilustração alguma. Cada dia ela contava um trecho, o que aguçava muito a minha curiosidade. A classe toda ficava em silêncio até sermos despertados pelo toque do sino para irmos embora. Naquele tempo, não tínhamos à nossa disposição livros como as crianças têm hoje, por isso eu esperava pela aula do dia seguinte ansiosa para ouvir a continuação da narrativa.

Continuando a minha história, uma vez fui passar um fim de semana na casa de meus avós maternos. Eles moravam no bairro Santa Tereza, pertinho do Clube da Esquina, e nós, no Dom Bosco, bairros que ficavam distantes, na cidade de Belo Horizonte. Meu pai, na ocasião, machucou o pé, não me lembro em que circunstâncias, e não pôde me buscar como planejado. Nossa! Eu era a única criança lá. Moravam meus avós e minha tia, e ela trabalhava fora. Imagina, gente, eu com meus nove anos passando alguns dias com eles? É lógico que um tédio do tamanho do mundo se apoderou de mim e eu tinha que me distrair com alguma coisa, Então, minha tia tinha coleção daqueles livrinhos Júlia, Sabrina, Bianca etc e foi justamente neles que foquei minha atenção e energia. Como há partes levemente picantes nessas histórias, e eu era uma garota que não sabia nada sobre o assunto, aquilo mexeu consideravelmente comigo. Eu não li apenas um, mas vários, e não somente naqueles dias, mas por um bom tempo, inclusive quando já estava na adolescência. O engraçado é que depois passei a gostar dos detalhes das narrativas e torcia muito para o casal protagonista ficar junto logo. Além de essa ter sido minha segunda experiência super marcante com a leitura, foi graças à essa fase que comecei meu processo de gostar de escrever.

Daí, vieram os livros do Círculo do Livro do qual minha irmã era associada. Os livros eram comprados por meio de catálogo e tinham todos capa dura e boa impressão. Foi nessa época que eu cismei com as histórias de terror. Lia uma atrás da outra até o dia em que uma delas me meteu um medo tão grande que eu abandonei o gênero. Se não me engano, foi “Cemitério maldito“, o livro derradeiro. Também eu tinha apenas 10 para 11 anos, poxa… Há de se dar um desconto para o meu pânico. kkkkkk  E eis a minha terceira experiência assombrosamente marcante como leitora.

Assim foi como nasceu em mim a paixão pelos livros e tudo que tenha relação a esse universo de possibilidades e conhecimentos. E foi dessa paixão que surgiu o desejo de criar um diário virtual para registrar a minha relação tão prazerosa com a leitura. Espero que quem passar por aqui se sinta inspirado a buscar por esse prazer também.

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Opinião: Pela lente do amor, de Megan Maxwell

Oi povo!

Passando para registrar a leitura de mais um livrinho. 😀

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Sinopse: Ana Elizabeth troca o luxo e a riqueza da sua aristocrática família londrina pelas “calles” madrilenas, em busca do seu sonho: ser fotógrafa. Dona do seu nariz, ela monta com a amiga Nekane um estúdio fotográfico na capital espanhola e segue seu caminho de sucesso. No dia em que o prédio onde trabalham enfrenta um incêndio, Ana conhece Rodrigo, um dos bombeiros que atendem ao chamado da ocorrência. A troca de olhares aquece não só o corpo da fotógrafa, mas também seu coração e ela se entrega à inusitada amizade – com benefícios – que nasce entre eles.
Apesar de cúmplices, um balde de água fria vai comprometer a liga dessa relação, quando Rodrigo – um mulherengo de carteirinha – descobrir que sua querida Ana está grávida de um turista suíço que passou por sua vida sem passagem de volta e de quem ela só sabe o nome. E o que dirá sua pomposa família quando souber que ela está grávida de um desconhecido e é amante de um bombeiro pobretão? Só a leitura do livro revelará!

Então, para início de conversa, confesso que comecei a ler Pela lente do amor sem expectativas muito grandes, ainda que eu o tenha desejado. Alguns comentários que ouvi pouco antes de ganhá-lo deixaram-me ressabiada… Porém segui em frente. Aí, este livro só não ganhou cinco estrelas porque houve um entrave no meio do caminho. Vejam bem, não é uma história “papo cabeça” como costumo dizer aqui, mas, para os românticos, flui deliciosamente. Ela foi capaz também de me arrancar boas gargalhadas, e eu amo narrativas assim.

O livro ganhou o nome Pela lente do amor, porque conta a história de Ana, fotógrafa profissional que se apaixona pelo bombeiro Rodrigo, e em torno dos dois as coisas vão se desenrolando. Há algumas surpresas que nos incitam a continuar a leitura sem querer dar pausa. Sobre o entrave, deixe-me explicar melhor. Ana fica de queixo caído por Rodrigo, mas ele não quer nada com ela, e fica aquela lenga-lenga que parece interminável. A ficha dela então cai e, ao seguir com a sua vida em frente, passa a vez para o bombeiro que percebe que ela é o amor de sua vida. E lá se vai mais lenga-lenga. Tive muita vontade de xingar todos os dois por causa dessa enrolação, isto para vermos a que ponto chegamos em nosso envolvimento com as personagens das histórias que lemos. Além disso, quero observar que li em algum lugar que Pela lente do amor é uma narrativa erótica.Opa! Tem nada disso não. Tirando umas duas ou três passagens mais quentes, ela tem mais romantismo do que sexo em si. E elas aparecem tão amarradinhas que, na verdade, trazem é um charme a mais para a história.

E, para completar, digo com enorme prazer que me surpreendi com o final do livro. Adorei! 😀 Coisa rara de acontecer, diga-se de passagem, porque normalmente eles, os finais, é que costumam ser o grande entrave das histórias de que gosto. rsrsrsrs

Valeu a leitura!

Um superabraço para todos!

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Opinião: Garoto encontra garota, de Meg Cabot

Oi, leitores amados!

Mais uma semana começando com força total, não é mesmo?! Então, vamos lá!

Hoje falarei sobre a minha primeira experiência com Meg Cabot. Para início de conversa, ela, para mim, era mais uma dessas autoras que a gente fica observando falarem dela e de suas histórias sem se aproximar muito, e confesso que até a última sexta-feita (13) ainda não havia me animado a conhecê-la. Porém, ao levar meus alunos à biblioteca da escola para fazerem empréstimos de livros, deparei-me com uma prateleira onde estavam em ordem várias obras de Meg (quanta intimidade, hein?! 😀 ), a maioria novinhas, e fiquei pensando: será que levo um emprestado ou não? Claro que não resisti e trouxe para casa o Garoto encontra garota, animadinha que só vendo, como se eu não tivesse livro algum aqui esperando para ser lido.

Sei que comecei a ler o bonitinho na sexta à noite mesmo, e ontem, também à noite, estava chegando ao seu final após horas deliciosas de uma leitura divertida e relaxante. Não é um livro para quem quer afinar o intelecto, mas, com certeza, a história de Kate Mackenzie nos tira por algumas horas deste mundo que anda tão conturbado e nos leva a um passeio pelas engraçadas situações pelas quais ela passa em sua vida, mesmo que não sejam igualmente tão divertidas para a protagonista.

A narrativa é toda contada por meio de mensagens, e-mails, bilhetes, recados em caixa-postal e páginas do diário da Kate. Tive a impressão que isso tornou a leitura mais dinâmica e gostosa, sem aquelas partes longas da fala de narradores. Pode ser que existam leitores que não curtam muito esse artifício, no entanto, vale a pena vez ou outra ler histórias assim. E só para situá-los um pouco sobre o que se passa com essa tal de Kate, né, vai um resuminho, sem spoiler, para vocês.

Kate Mackenzie trabalha há alguns meses na área de recursos humanos do New York Journal junto com sua amiga Jen Sadler que a indicou para o cargo. Jen também é a que dá abrigo à Kate após o término do relacionamento da amiga com o músico Dale Carter, com quem viveu dez anos, desde a adolescência. Ela, porém, se sente incomodada com a situação, pois Jen e o marido Craig estão tentando uma gravidez por meio de um tratamento, e tenta de alguma forma encontrar um conjugado para alugar e seguir sua vida.

Entre uma fofoquinha aqui e outra ali, Kate recebe a ordem de sua chefe Amy Jenkins para que ela demita a Sra. Ida Lopez, responsável pelo carrinho de sobremesas da empresa, devido a um desentendimento entre a doceira e o consultor jurídico do Journal, Stuart Hertzog. Assim, então, ela o faz. O que não contavam é que a Sra. Lopez processaria os responsáveis pela sua demissão por ter sido dispensada sem antes receber qualquer advertência por suas falhas. Como Stuie está noivo de Amy, ele prefere que seu irmão e também advogado, Micthell Hertzog, defenda a empresa nesse caso. Ao se encontrarem em uma das entrevistas, Kate e Mitch sentirão que alguma coisa mudou no coração deles. Aí, no meio dessa trama toda, há vários outros conflitos que vão acontecendo, dando à narrativa um sabor tipo “deixa eu saber o que vai acontecer aqui” até terminar a história.

Valeu a pena ter ficado deitadinha no sofá, num friozinho “bão”, curtindo esta leitura. 😉

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Um abração!

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Escolhas da semana: literatura juvenil

Estimados leitores,

Creio que já falei aqui que sou professora e, como trabalho com adolescentes, gosto muito de ler obras destinadas ao publico juvenil para estar um pouco por dentro do que o mercado oferece a eles. Por isso, as escolhas desta semana são livros para este público, e eu procurei inserir na minha lista obras cujas sinopses me apresentaram propostas interessantes, afinal não é minha intenção ler uma história só para conhecê-la, mas para curtir também.

Então, sem maiores chorumelas, vamos às escolhas de hoje. 😀

1. Corações de alcachofra, de Sita Brahmachari – Editora Galera Record.

Corações de Alcachofra

“Mira Levenson tem 12 anos e raros momentos de tédio. Mas não imaginava que seria obrigada a lidar com um sentimento totalmente novo e possivelmente o mais difícil de sua vida em meio a todo esse turbilhão: sua avó, Josie, uma excêntrica e animada pintora, está com câncer e pretende encarar a última fase da vida como sempre encarou tudo, de cabeça erguida e com bom humor. Enquanto tenta lidar com o que está por vir (com a ajuda de seu presente de aniversário, um diário), Mira vai descobrindo que não é a única com segredos e, aos poucos, compreende que, assim como um coração de alcachofra, nosso próprio coração sempre tenta proteger a parte mais preciosa.”

2. Uma história meio que engraçada, de Ned Vizzini – Editora Leya.

Uma História Meio Que Engraçada

“O que aconteceria se você descobrisse que a maior idealização da sua vida não era aquilo que você esperava? O adolescente Graig Gilner vai perceber que, até mesmo ao atingir um objetivo, nem sempre as coisas saem da forma como deveriam. Mas aprenderá também que, mesmo nas adversidades, é possível fazer novos amigos, se apaixonar e encontrar motivos para viver. Como muitos adolescentes determinados a vencer na vida, Craig Gilner acredita que asua entrada na Executive Pre-Professional High School de Manhattan é o passaporte para o seu futuro. Obstinado a ter uma vida de sucesso, Craig estuda dia e noite para gabaritar no exame de admissão, e consegue. A partir daí, o que deveria ser o dia mais importante da sua vida, acaba marcando o início de um sufocante pesadelo.”

3. Elena, a filha da princesa, de Marina Carvalho – Editora Galera Record.

Elena

“Elena é filha de Ana, princesa e herdeira da Krósvia. Quando descobre que a mãe enfrenta uma gravidez de risco, Elena precisa voltar às pressas para casa depois de uma temporada como voluntária em causas sociais na Nigéria. De volta ao lar, Elena encontra a monarquia abalada por um movimento separatista e uma antiga paixão que parecia adormecida: Luka, seu primo com fama e atitude de bad-boy-sangue-azul. A química entre os dois sempre foi evidente, desde o primeiro beijo roubado – dele em uma virginal Elena de 13 anos -, mas agora ela também é adulta e sabe muito bem o quer. E quem quer.”

4. Simon vs. a agenda Homo Sapiens, de Becky Albertalli – Editora Intrínseca.

Simon vs. a agenda Homo Sapiens

“Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.
Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.
Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.
Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos.”

5. Duff, de Kody Keplinger – Editora Globo Alt.

Duff

“Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush – o cara bonito, rico e popular da escola – que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.”

A parte mais difícil desses posts é a ansiedade que bate para adquirir os livros. Ah, se eu fosse milionária! rsrsrs

Até a próxima!

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