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Opinião: A ponte de Haven, de Francine Rivers

Meu estimados leitores,

Ponte de H

Ler A ponte de Haven foi como ler uma história vintage. Viajei tanto aos anos 50 que me senti vivendo naquela época. Talvez porque sou fã desse estilo ou simplesmente porque a narrativa me envolveu em suas tramas. Não sei… Tenho apenas a certeza de que a aura de um passado que eu não vivi me tomou por completo por meio da história de Abra, a personagem principal que sofre horrores até descobrir que o verdadeiro amor – tanto o fraternal quanto o romântico – estava diante dela todo o tempo, desde o início de sua vida.

Vamos entender isso melhor. Contando tudo resumidamente, porém sem revelar o desfecho da história, Abra foi abandonada recém-nascida pela mãe, quando esta lhe deu à luz perto da ponte da pequena cidade de Haven (daí o nome do livro). Encontrada por Ezekiel Freeman, um pastor da região, ela foi criada por ele e sua esposa Marianne até seus cinco anos de idade, junto a Joshua, o filho do casal. Marianne tinha uma saúde frágil e seus esforços para cuidar de Abra pioraram ainda mais o seu estado, levando-a a uma morte prematura. Zeke (como o pastor era conhecido) por achar que não poderia criar Abra sozinho, passou a guarda dela para um casal amigo que também quisera adotá-la bebezinha. Esse casal tinha a filha Penny, da mesma idade, e acharam que ambas seriam ótimas companheiras. Acontece que Abra não se sentia feliz. Sentia-se, sim, rejeitada por Zeke e um estorvo para seus pais adotivos, assim como sentia inveja de Penny por ser uma filha amada. Então, Abra conhece Aydan, um playboyzinho que primeiro investiu seus esforços em Penny, mas que acabou mesmo foi seduzindo a irmã adotiva, levando-a fugida para a Califórnia. É quando se incia o verdadeiro calvário dela. Lá na terra do cinema, Abra conhece Franklin Moss, um agente que a transforma em Lena Scott, uma atriz hollywoodiana conhecida, tentando apagar o passado que ela julgava ser tão triste. Mal sabia o que lhe esperava…

O que ficou para mim desta história?

Bom, primeiramente, apesar de ser bem triste, achei a história muito bonita. Mostra a batalha entre a fé e a desesperança, mostra a mágoa como escuridão e a baixa autoestima como um fundo de poço. Abra não precisava ter passado por tudo isso, não fosse sua insegurança constante e pensamentos de que ninguém a amava, nem ela própria. Às vezes valorizamos tão pouco a vida que temos, não é mesmo? Sempre queremos mais…

Em seguida, ficou o sentimento de que verdadeiramente “o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13:4-7) Creio que esta foi uma grande lição tirada da história por meio da personagem de Joshua. Lindo o amor dele por Abra. Inspirador!

E para fechar, A ponte de Haven é uma história com um toque religioso bem marcante. Absolutamente nada que comprometa a leitura da narrativa pelos que não comungam da mesma crença. Na minha opinião, somente o final é um pouco cansativo, pois parecia uma espécie de trabalho evangelístico. Achei repetitivo, uma pequena “embromação” para encerrar tudo, mas que não me fez desgostar da história.

Conclusão: vale a leitura!

Um abração!

Assinatura blog.fw

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