Opinião: Proibido, de Tabitha Suzuma

Saudações, meus caros leitores!

Estava revendo ontem meu fichário de leituras de 2015 e me lembrei de Proibido, da autora Tabitha Suzuma – Editora Valentina. Foi o único livro para o qual dei cinco corações (que é como eu classifico as obras que leio) porque, realmente, foi uma história que me marcou muito. Desde já, deixo claro que Proibido é uma narrativa triste, que faz chorar, sim, os mais sensíveis. Ao mesmo tempo é forte e envolvente, e foi com o coração em frangalhos que cheguei ao fim dela.

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O livro conta a história de amor entre Lochan e Maya, dois adolescentes irmãos (sim, irmãos), que se apaixonam e cometem incesto, transgredindo as regras sociais. Apesar de se tratar de um tabu e de ser algo para o qual eu deveria torcer o nariz, confesso que desejei que eles fossem felizes juntos, principalmente pelo histórico de vida dos dois, que foi tão sofrida. Quando digo sofrida, é no sentido pleno da palavra. Leia um trecho da sinopse que descreve bem cada um deles:

“Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.
Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.”

Esses dois seres se completam diante das agruras da vida e batalham muito para que as coisas deem certo para eles e os irmãos, pois, abandonados pelo pai e tendo a mãe ausente na maior parte do tempo por conta de um namorado e do alcoolismo, não os resta outra alternativa a não ser a sobrevivência em detrimento da juventude deles. Daí vocês podem imaginar o que Lochan e Maya passaram. Por tudo isso, não há como não desejar, bem lá no fundinho, que essa união se concretize no amor entre um homem e uma mulher para que eles tenham a chance de serem felizes, pelo menos de alguma forma. Então, não sei se foi para me sentir menos culpada, durante toda a leitura nutri a esperança de que a mãe deles um dia chegasse e revelasse que um dos dois não era filho dela. Nossa! Como desejei isso.

Ao final, debulhei-me em lágrimas ao deparar-me com um desfecho inesperado e arrasador da história. Só lendo o livro para conseguir perceber a dimensão desses meus sentimentos. Não estou certa de que a leitura os agradará nem se se emocionarão como eu, mas tenho certeza de que algo ficará em vocês: “um amor foge de todas as explicações possíveis”.

Um fraternal abraço a todos!

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